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Lítio evolui de ingrediente de refrigerante a tratamento para transtornos mentais

Estudo revela que a depleção de lítio no cérebro pode indicar Alzheimer e sugere novas abordagens terapêuticas com orotato de lítio

Envelhecimento foi bastante reduzido nas culturas com células cerebrais que receberam o lítio (Foto: Eduardo Knapp - 7.jul.17/Folhapress)
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  • Um estudo publicado na revista Nature indica que a perda de lítio no cérebro pode ser um sinal precoce de Alzheimer.
  • A pesquisa foi liderada por Bruce A. Yankner, professor de genética e neurologia na Escola de Medicina de Harvard.
  • A depleção de lítio está associada à deterioração cognitiva na doença, destacando sua importância para a saúde das células cerebrais.
  • Pequenas quantidades de orotato de lítio mostraram potencial para reverter os efeitos da doença em camundongos.
  • Os pesquisadores ressaltam que mais estudos são necessários antes de recomendações clínicas sobre o uso de lítio para Alzheimer.

Um estudo recente publicado na revista Nature revela que a perda de lítio no cérebro pode ser um sinal precoce de Alzheimer, uma condição que afeta mais de 7 milhões de americanos. A pesquisa, liderada por Bruce A. Yankner, professor de genética e neurologia na Escola de Medicina de Harvard, destaca a importância do lítio para a saúde das células cerebrais. A depleção desse elemento está associada à deterioração cognitiva observada na doença.

Os pesquisadores descobriram que o lítio, um metal leve e conhecido por seu uso em tratamentos de saúde mental, desempenha um papel crucial na manutenção das conexões neuronais. Além disso, pequenas quantidades de orotato de lítio mostraram potencial para reverter os efeitos da doença em modelos de camundongos. Essa descoberta abre novas possibilidades para o desenvolvimento de tratamentos para Alzheimer, embora a pesquisa ainda esteja em estágios iniciais.

Historicamente, o lítio é amplamente utilizado no tratamento do transtorno bipolar, sendo considerado um estabilizador de humor eficaz. Desde a sua aprovação pela FDA em 1970, o carbonato de lítio tem sido prescrito para ajudar pacientes a estabilizarem seu humor e a combaterem a depressão. Apesar de seu uso consolidado, a pesquisa sobre o lítio para Alzheimer é relativamente nova, com estudos anteriores sugerindo que a presença de lítio na água potável pode estar ligada a uma menor incidência de demência.

Os resultados do estudo de Yankner indicam que o lítio não apenas ajuda a preservar a função cerebral, mas também pode ser vital para a formação da mielina, que reveste as fibras nervosas. A pesquisa sugere que a suplementação com lítio pode ser uma estratégia promissora para prevenir ou tratar Alzheimer, mas os pesquisadores alertam que mais estudos são necessários antes de qualquer recomendação clínica.

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