- Ana Lúcia Martins, aposentada de 66 anos, está internada há quase cinco anos no Conjunto Hospitalar do Mandaqui, em São Paulo, devido a obesidade mórbida e artrose.
- Ela aguarda uma cirurgia que poderia melhorar sua qualidade de vida, mas enfrenta dificuldades para receber tratamento adequado.
- O hospital processou seu irmão, Donato Martins Filho, por abandono, complicando a situação. Ele afirma que a internação se tornou necessária após a pandemia de Covid-19.
- A advogada de Ana, Rosângela Juliano Fernandes, destaca que a paciente está “jogada e esquecida” no hospital e que o Estado deve garantir um tratamento adequado.
- Ana deseja voltar à vida normal e realizar atividades simples, como ir ao supermercado e ao teatro, enquanto aguarda uma solução para sua situação.
Ana Lúcia Martins, aposentada de 66 anos, está internada há quase cinco anos no Conjunto Hospitalar do Mandaqui, em São Paulo, devido a obesidade mórbida e artrose. A paciente aguarda uma cirurgia que poderia melhorar sua qualidade de vida, mas enfrenta dificuldades para receber o tratamento adequado.
Recentemente, o hospital processou o irmão de Ana, Donato Martins Filho, por abandono, complicando ainda mais a situação. Ele relata que a internação se tornou necessária após a pandemia de Covid-19, que agravou a condição de saúde da irmã. Ana, que pesa mais de 180 quilos, não consegue se locomover e depende de cuidados integrais.
A situação de Ana é crítica. Ela se queixa de que apenas médicos residentes a visitam, sem discutir opções de tratamento. “Não adianta questioná-los porque eles não têm poder de decisão,” afirma. Em março de 2021, Ana recebeu alta social, mas não pode voltar para casa devido à falta de suporte familiar. O irmão e a cunhada não têm condições de cuidar dela, levando o hospital a alegar abandono.
A advogada de Ana, Rosângela Juliano Fernandes, destaca que a paciente está “jogada e esquecida” no hospital. A equipe médica afirma que Ana recusa tratamentos e que não há indicação para cirurgia devido ao alto risco. No entanto, a advogada argumenta que o Estado deve garantir a ela um tratamento adequado, conforme o Estatuto do Idoso.
A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo informa que Ana é acompanhada por uma equipe multidisciplinar e que todas as alternativas terapêuticas foram tentadas sem sucesso. A paciente, que deseja voltar à vida normal, anseia por realizar atividades simples, como ir ao supermercado e ao teatro. “Quero fazer compras e bater perna lá fora como qualquer pessoa,” diz Ana, que ainda aguarda uma solução para sua situação.
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