- Dispositivos vestíveis, como smartwatches, evoluíram para monitorar saúde de forma mais precisa, incluindo frequência cardíaca e pressão arterial.
- O Samsung Galaxy Watch5 ajudou um engenheiro civil a detectar uma arritmia, permitindo atendimento médico rápido.
- Desde 2018, a aceitação desses dispositivos por médicos aumentou, com dados em tempo real sendo úteis para o acompanhamento da saúde.
- A Anvisa aprovou cinco softwares para medir pressão arterial e realizar eletrocardiogramas, mas ainda não há dispositivos para medir glicose ou oximetria de forma não invasiva.
- O uso de wearables pode aumentar a atividade física em até 1.300 passos diários e promover hábitos saudáveis, embora não substituam consultas médicas regulares.
Os dispositivos vestíveis evoluíram significativamente, passando de simples contadores de passos para ferramentas avançadas de monitoramento da saúde. Hoje, smartwatches e outros acessórios são capazes de rastrear frequência cardíaca, pressão arterial e até detectar arritmias, tornando-se aliados na prevenção de doenças.
Guilherme Rabello, um engenheiro civil de 56 anos, é um exemplo do impacto positivo dessa tecnologia. Em janeiro, seu Samsung Galaxy Watch5 alertou sobre uma arritmia, permitindo que ele buscasse atendimento médico rapidamente. “Se não tivesse o relógio, minha ida ao hospital poderia ter demorado mais”, afirma. Essa experiência ilustra como os wearables podem salvar vidas.
A popularização de dispositivos como o Apple Watch e o Fitbit começou em 2009, mas foi a partir de 2018 que o foco em saúde se intensificou. Hoje, esses dispositivos são reconhecidos por muitos médicos como ferramentas valiosas. O cardiologista Diandro Mota destaca que a coleta de dados em tempo real pode fornecer informações relevantes para o acompanhamento da saúde do paciente.
Avanços na Tecnologia
Atualmente, cinco softwares estão aprovados pela Anvisa para medir pressão arterial e realizar eletrocardiogramas. No entanto, a agência alerta que ainda não existem dispositivos regularizados para medição não invasiva de glicose ou oximetria. Apesar disso, a tendência é que mais funcionalidades sejam incorporadas, aumentando a precisão e acessibilidade.
Esses dispositivos não apenas ajudam na detecção de problemas de saúde, mas também promovem um estilo de vida mais ativo. Estudos mostram que o uso de wearables pode aumentar a atividade física em até 1.300 passos diários. Além disso, eles incentivam hábitos saudáveis, como monitoramento do sono e controle da frequência cardíaca durante exercícios.
O Futuro dos Wearables
O futuro dos dispositivos vestíveis é promissor. Especialistas acreditam que a concorrência entre fabricantes resultará em preços mais acessíveis e em uma gama maior de métricas monitoradas. “Em breve, todos teremos dispositivos conectados, compartilhando dados com nossos médicos e cuidando melhor da nossa saúde”, afirma Ben-Hur Ferraz Neto, diretor do Instituto do Fígado Américas.
Embora os wearables ofereçam muitos benefícios, é importante lembrar que não substituem consultas médicas regulares. A precisão dos dados pode variar entre os dispositivos, e os preços ainda são um desafio para muitos brasileiros, variando de R$ 2.700 a R$ 7.600.
Entre na conversa da comunidade