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Jovens enfrentam crescente infelicidade, alertam cientistas sobre a situação atual

Cresce a infelicidade entre jovens adultos, com aumento alarmante de problemas de saúde mental, especialmente entre mulheres jovens.

Foto: Reprodução
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  • A juventude, considerada a melhor fase da vida, enfrenta uma crise de bem-estar.
  • Pesquisas recentes mostram que jovens adultos, especialmente mulheres, estão cada vez mais infelizes desde 2017.
  • O estudo de David Blanchflower, da Universidade de Dartmouth, revela que a curva de felicidade, antes em forma de U, agora é quase uma linha reta.
  • A insatisfação com a vida é mais alta entre os jovens adultos, com uma em cada nove mulheres na América relatando problemas de saúde mental.
  • O fenômeno da infelicidade juvenil afeta 145 países e está associado ao aumento da busca por serviços de saúde mental e tentativas de suicídio.

A juventude, historicamente considerada a melhor fase da vida, enfrenta uma crise de bem-estar. Pesquisas recentes revelam que jovens adultos, especialmente mulheres, estão cada vez mais infelizes, com uma queda significativa no bem-estar iniciada em 2017.

Um estudo conduzido por David Blanchflower, da Universidade de Dartmouth, aponta que a curva de felicidade, antes em forma de U, agora se assemelha a uma linha reta. A satisfação com a vida é mais alta na velhice e mais baixa no início da vida adulta. Blanchflower destaca que, atualmente, os jovens adultos são os menos felizes, com uma em cada nove mulheres jovens na América relatando dias ruins para a saúde mental.

O fenômeno da infelicidade juvenil se espalha por 145 países, incluindo tanto nações desenvolvidas quanto em desenvolvimento. A pesquisa indica que o aumento na busca por serviços de saúde mental, hospitalizações por automutilação e tentativas de suicídio entre jovens é alarmante. Entre os homens jovens, a proporção é de um em cada 14.

Os motivos para essa mudança de padrão ainda são incertos. Embora a epidemia de COVID-19 e o mercado de trabalho sejam frequentemente citados, Blanchflower sugere que a queda no bem-estar começou antes, por volta de 2014, e afeta desproporcionalmente as mulheres jovens. A situação é preocupante e demanda atenção imediata.

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