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Psiquiatra aponta sintomas de TDAH em crianças e adolescentes para pais e educadores

Psiquiatra alerta para a subdiagnosticação do TDAH em meninas e a necessidade de tratamento adequado para garantir um desenvolvimento saudável

Foto: FreePik
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  • O Dia do Psiquiatra é celebrado em 13 de agosto, destacando a importância desses profissionais na saúde mental.
  • A Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA) estima que a prevalência do Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) no Brasil é de 7,6%, afetando crianças e adolescentes de seis a 17 anos.
  • A psiquiatra Virginia Feitosa alerta para a subdiagnosticação do TDAH, especialmente em meninas, que muitas vezes são rotuladas como “crianças mal-educadas”.
  • O tratamento do TDAH deve ser multidisciplinar, incluindo medicação, terapia e mudanças no estilo de vida, como rotinas estruturadas e dieta saudável.
  • Virginia enfatiza a importância do diagnóstico correto para evitar impactos negativos nas relações interpessoais e no desempenho escolar.

Nesta quarta-feira, 13 de agosto, celebra-se o Dia do Psiquiatra, uma data que destaca a importância desses profissionais na saúde mental. A Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA) aponta que a prevalência do Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) varia entre 5% e 8% globalmente, com uma estimativa de 7,6% no Brasil, afetando crianças e adolescentes de seis a 17 anos.

A psiquiatra Virginia Feitosa, especialista em infância e adolescência, alerta para a subdiagnosticação do TDAH, especialmente em meninas. Segundo ela, muitos jovens não recebem o tratamento adequado, sendo frequentemente rotulados como “crianças mal-educadas”. Os principais sintomas incluem desatenção, impulsividade e hiperatividade, mas outros sinais como baixo rendimento escolar e dificuldades emocionais também são relevantes para o diagnóstico.

Importância do Diagnóstico

Virginia enfatiza que o diagnóstico correto é crucial, pois o TDAH pode impactar negativamente as relações interpessoais e o desempenho escolar. “Apesar das ferramentas diagnósticas avançadas, muitas crianças não chegam ao consultório devido ao preconceito e à falta de informação,” explica a especialista. O transtorno tem uma base genética, mas fatores psicossociais, como traumas e negligência, também podem contribuir.

O tratamento do TDAH envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo medicação, terapia e mudanças no estilo de vida. Virginia recomenda a adoção de rotinas estruturadas, exercícios físicos e uma dieta saudável. Para o ambiente escolar, sugere medidas como aumento do tempo de prova e avaliações em locais com menos estímulos.

Estratégias para o Tratamento

Em casa, é fundamental estabelecer uma rotina que ofereça acolhimento e suporte às dificuldades enfrentadas pela criança. “O tratamento começa com acolhimento e uma visita ao consultório médico. O TDAH tem tratamento e é possível adaptar a rotina para minimizar as perdas,” afirma Virginia. A conscientização sobre o TDAH é essencial para garantir que mais crianças recebam o suporte necessário para um desenvolvimento saudável.

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