Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

SUS implementa tecnologia nacional para detecção precoce do câncer de colo do útero

Novo teste DNA-HPV no SUS promete rastrear câncer de colo do útero em 7 milhões de mulheres até 2026, melhorando diagnóstico e acesso à saúde

Foto: João Risi/MS
0:00
Carregando...
0:00
  • O Ministério da Saúde iniciou a implementação do teste de biologia molecular DNA-HPV no Sistema Único de Saúde (SUS) em 15 de agosto de 2023.
  • O novo teste substituirá o exame Papanicolau e visa melhorar o rastreamento do câncer do colo do útero, que causa cerca de 20 mortes diárias no Brasil.
  • O teste detecta 14 genótipos do HPV e pode identificar o vírus antes do desenvolvimento de lesões, mesmo em mulheres assintomáticas.
  • A meta é rastrear 7 milhões de mulheres até 2026, começando em 12 estados, com intervalos de até cinco anos entre as coletas.
  • O novo método estará disponível nas Unidades Básicas de Saúde e incluirá a opção de autocoleta para mulheres em situação de vulnerabilidade.

O Ministério da Saúde iniciou, em 15 de agosto de 2023, a implementação do teste de biologia molecular DNA-HPV no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa nova tecnologia, que substituirá o tradicional exame Papanicolau, visa aprimorar o rastreamento do câncer do colo do útero, uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil, especialmente no Nordeste.

O teste DNA-HPV detecta 14 genótipos do HPV, permitindo identificar a presença do vírus antes do desenvolvimento de lesões ou câncer, mesmo em mulheres assintomáticas. Cerca de 17 mil novos casos são estimados anualmente, com 20 mortes diárias no país. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que essa iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir o tempo de espera por atendimento especializado.

Vantagens do Novo Método

A nova abordagem de rastreamento oferece maior sensibilidade diagnóstica e reduz a necessidade de exames desnecessários. Com intervalos de até cinco anos entre as coletas, o teste promete aumentar a eficiência do diagnóstico. A implementação começará em 12 estados, com a meta de alcançar 7 milhões de mulheres até 2026.

As diretrizes para o rastreamento organizado foram elaboradas com a participação de 81 especialistas e visam convidar ativamente mulheres de 25 a 64 anos para realizar o exame. As equipes de Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde serão responsáveis por identificar aquelas que ainda não foram vacinadas ou que têm exames atrasados.

Acesso e Inclusão

O novo teste estará disponível nas Unidades Básicas de Saúde, e o Ministério da Saúde também planeja oferecer a opção de autocoleta para mulheres em situação de vulnerabilidade. Essa medida visa facilitar o acesso ao rastreamento, especialmente para aquelas com dificuldades de acesso aos serviços de saúde.

Além disso, o programa inclui treinamentos para profissionais do SUS e suporte diagnóstico por meio do Super Centro para Diagnóstico do Câncer, que visa reduzir o tempo de espera para resultados. Com essa iniciativa, o Brasil se alinha a países que já utilizam tecnologias avançadas no combate ao câncer do colo do útero, prometendo um futuro mais seguro para a saúde da mulher.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais