- Cientistas brasileiros descobriram uma nova espécie de dinossauro chamada Austroposeidon magnificus, encontrada na década de 1950 em Ibirá, São Paulo.
- Os fósseis pertencem a saurópodes do Cretáceo, com cerca de 80 milhões de anos, e apresentam marcas de osteomielite, uma infecção óssea.
- O estudo foi publicado na revista The Anatomical Record e realizado por pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (Urca), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
- As lesões nos fósseis indicam que a região favoreceu a proliferação de doenças, pois os ossos não mostraram sinais de regeneração.
- Essa descoberta amplia o conhecimento sobre a saúde dos dinossauros e as condições ambientais que podem ter contribuído para a disseminação de doenças entre eles.
Cientistas brasileiros anunciaram a descoberta de uma nova espécie de dinossauro, Austroposeidon magnificus, que foi encontrada na década de 1950, mas só agora analisada. Os fósseis, localizados em Ibirá, São Paulo, pertencem a saurópodes do Cretáceo, com cerca de 80 milhões de anos, e revelam marcas de osteomielite, uma infecção óssea que pode ser causada por diversos patógenos.
O estudo, publicado na revista *The Anatomical Record*, foi conduzido por pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (Urca) e contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os cientistas analisaram ossos de seis indivíduos e encontraram evidências de que a região favoreceu a proliferação de doenças, uma vez que os ossos não apresentavam sinais de regeneração, indicando que os dinossauros morreram enquanto a infecção ainda estava ativa.
Detalhes da Descoberta
As lesões observadas nos fósseis variam em forma e textura, com algumas apresentando características que podem ter causado a exposição de músculos e pele. Tito Aureliano, primeiro autor do estudo, destacou que a região onde os fósseis foram encontrados, a Formação São José do Rio Preto, tinha um clima árido, propício para a proliferação de patógenos.
Além disso, os pesquisadores identificaram três novas manifestações de osteomielite, que diferem de outras patologias conhecidas. Aureliano ressaltou que esses achados podem ser relevantes tanto para a paleontologia quanto para a arqueologia, ao apresentar diferentes manifestações de uma mesma doença nos ossos.
Implicações para a Paleontologia
A descoberta de Austroposeidon magnificus e as evidências de osteomielite em saurópodes são significativas, pois até então havia poucos registros de doenças infecciosas em dinossauros. O estudo anterior, publicado em 2021, já havia documentado um caso de infecção óssea em um pequeno saurópode, Ibirania parva, encontrado na mesma região.
Essas investigações não apenas ampliam o conhecimento sobre a saúde dos dinossauros, mas também oferecem insights sobre as condições ambientais que poderiam ter contribuído para a disseminação de doenças entre esses animais.
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