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Doença mortal atinge dinossauros pescoçudos e causa extinção em SP

Cientistas revelam que dinossauros da nova espécie Austroposeidon magnificus apresentaram infecções ósseas, indicando ambiente propício para doenças

Fósseis com marcas de doença óssea eram de saurópodes, da mesma ordem do Tambatitanis (Foto: ilustração: Palaeotaku/Wikimmedia Commons)
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  • Cientistas brasileiros descobriram uma nova espécie de dinossauro chamada Austroposeidon magnificus, encontrada na década de 1950 em Ibirá, São Paulo.
  • Os fósseis pertencem a saurópodes do Cretáceo, com cerca de 80 milhões de anos, e apresentam marcas de osteomielite, uma infecção óssea.
  • O estudo foi publicado na revista The Anatomical Record e realizado por pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (Urca), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
  • As lesões nos fósseis indicam que a região favoreceu a proliferação de doenças, pois os ossos não mostraram sinais de regeneração.
  • Essa descoberta amplia o conhecimento sobre a saúde dos dinossauros e as condições ambientais que podem ter contribuído para a disseminação de doenças entre eles.

Cientistas brasileiros anunciaram a descoberta de uma nova espécie de dinossauro, Austroposeidon magnificus, que foi encontrada na década de 1950, mas só agora analisada. Os fósseis, localizados em Ibirá, São Paulo, pertencem a saurópodes do Cretáceo, com cerca de 80 milhões de anos, e revelam marcas de osteomielite, uma infecção óssea que pode ser causada por diversos patógenos.

O estudo, publicado na revista *The Anatomical Record*, foi conduzido por pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (Urca) e contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os cientistas analisaram ossos de seis indivíduos e encontraram evidências de que a região favoreceu a proliferação de doenças, uma vez que os ossos não apresentavam sinais de regeneração, indicando que os dinossauros morreram enquanto a infecção ainda estava ativa.

Detalhes da Descoberta

As lesões observadas nos fósseis variam em forma e textura, com algumas apresentando características que podem ter causado a exposição de músculos e pele. Tito Aureliano, primeiro autor do estudo, destacou que a região onde os fósseis foram encontrados, a Formação São José do Rio Preto, tinha um clima árido, propício para a proliferação de patógenos.

Além disso, os pesquisadores identificaram três novas manifestações de osteomielite, que diferem de outras patologias conhecidas. Aureliano ressaltou que esses achados podem ser relevantes tanto para a paleontologia quanto para a arqueologia, ao apresentar diferentes manifestações de uma mesma doença nos ossos.

Implicações para a Paleontologia

A descoberta de Austroposeidon magnificus e as evidências de osteomielite em saurópodes são significativas, pois até então havia poucos registros de doenças infecciosas em dinossauros. O estudo anterior, publicado em 2021, já havia documentado um caso de infecção óssea em um pequeno saurópode, Ibirania parva, encontrado na mesma região.

Essas investigações não apenas ampliam o conhecimento sobre a saúde dos dinossauros, mas também oferecem insights sobre as condições ambientais que poderiam ter contribuído para a disseminação de doenças entre esses animais.

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