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Estudo revela que ‘superidosos’ têm uma qualidade em comum que os destaca

Estudo revela que superidosos mantêm memória preservada por meio de relações sociais e características neurobiológicas distintas

Ralph Rehbock, 91 anos, é integrante de um grupo de estudo de “superidosos”. Ele faz parte de um grupo masculino de canto que se reúne semanalmente (Foto: Lyndon French/The New York Times)
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  • Pesquisadores da Universidade Northwestern identificaram um grupo de “superidosos”, pessoas com 80 anos ou mais que mantêm memória semelhante à de indivíduos 20 a 30 anos mais jovens.
  • O estudo, que dura 25 anos, destaca a importância das relações sociais e características neurobiológicas desses indivíduos.
  • Exemplos de superidosos incluem Ralph Rehbock, de 91 anos, que participa de encontros sociais, e Leigh Steinman, de 82 anos, que se envolve em projetos artísticos.
  • A pesquisa revela que a sociabilidade é crucial para prevenir o declínio cognitivo, com superidosos sendo mais extrovertidos e valorizando conexões sociais.
  • O cérebro desses indivíduos apresenta características únicas, como um maior número de neurônios de von Economo, que estão associados a comportamentos sociais e bem-estar.

Pesquisadores da Universidade Northwestern identificaram um grupo de “superidosos”, pessoas com 80 anos ou mais que mantêm a memória equivalente à de indivíduos 20 a 30 anos mais jovens. O estudo, que se estende por 25 anos, revela que esses indivíduos se destacam por suas relações sociais e características neurobiológicas.

Entre os superidosos, Ralph Rehbock, de 91 anos, e Leigh Steinman, de 82, exemplificam o impacto da sociabilidade na saúde cognitiva. Ralph participa de encontros mensais em uma sinagoga e canta com um grupo, enquanto Steinman se dedica a projetos de arte com crianças e frequenta jogos de beisebol. Ambos são considerados exemplos de como a interação social pode contribuir para a preservação da memória.

Os pesquisadores descobriram que a sociabilidade é um fator crucial para a resistência ao declínio cognitivo. Sandra Weintraub, professora de psiquiatria, afirma que esses indivíduos tendem a ser mais extrovertidos e valorizam suas conexões sociais. Ben Rein, neurocientista, complementa que a socialização pode ajudar a proteger contra a perda de volume cerebral associada ao envelhecimento.

Além disso, o cérebro dos superidosos apresenta características únicas, como um maior número de neurônios de von Economo, que estão ligados a comportamentos sociais. Esses neurônios podem fortalecer as conexões sociais, impactando positivamente o bem-estar e a saúde geral. A pesquisa sugere que, embora a genética e a biologia desempenhem um papel, a sociabilidade é um fator determinante para a manutenção da saúde cognitiva na velhice.

A solidão, comum entre os idosos, pode elevar os níveis de cortisol, levando a inflamações crônicas que afetam a saúde cerebral. Portanto, a interação social não apenas melhora a qualidade de vida, mas também pode ser um fator protetor contra doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

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