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Custo do tratamento de câncer de colo de útero aumenta com diagnóstico tardio no SUS

Estudo aponta que diagnóstico tardio do câncer de colo de útero eleva custos ao SUS e agrava a sobrevida das pacientes no Brasil

Foto: Reprodução
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  • Um estudo da MSD Brasil aponta que o diagnóstico tardio do câncer de colo de útero gera altos custos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e afeta a sobrevida das pacientes.
  • A pesquisa analisou dados de 206.861 mulheres diagnosticadas entre janeiro de 2014 e dezembro de 2021, revelando que 60% dos casos são identificados em estágios avançados.
  • A necessidade de quimioterapia aumenta conforme o estágio do câncer, com 85% dos casos em estágio 4 requerendo esse tratamento.
  • A pandemia de Covid-19 impactou negativamente o tratamento, com uma queda de 25,8% nas cirurgias realizadas em 2020 em comparação a anos anteriores.
  • A vacinação contra o HPV é essencial para a prevenção, com a vacina quadrivalente disponível gratuitamente para adolescentes de 9 a 14 anos no SUS.

Um estudo da MSD Brasil revela que o diagnóstico tardio do câncer de colo de útero gera custos elevados para o Sistema Único de Saúde (SUS) e afeta a sobrevida das pacientes. A pesquisa analisou dados de 206.861 mulheres diagnosticadas entre janeiro de 2014 e dezembro de 2021, utilizando o DataSUS.

Os dados mostram que 60% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, aumentando a necessidade de quimioterapia e internações. A proporção de pacientes que precisaram de quimioterapia cresce conforme o estágio do câncer, com 85% dos casos em estágio 4 necessitando desse tratamento. Além disso, a pandemia de Covid-19 agravou a situação, reduzindo procedimentos cirúrgicos e aumentando a demanda por quimioterapia.

Impacto da Pandemia

O estudo destaca que, em 2020, apenas 25,8% das pacientes realizaram cirurgias, em comparação a 39,2% entre 2014 e 2019. A redução de 25% nos procedimentos de radioterapia e o aumento de 22,6% na quimioterapia isolada refletem lacunas no tratamento causadas pelo colapso hospitalar durante a pandemia.

As disparidades sociais também são alarmantes. A maioria dos diagnósticos ocorre em mulheres não brancas, com baixa escolaridade e dependentes do SUS. O Instituto Nacional de Câncer estima cerca de 17 mil novos casos por ano no Brasil, sendo que até 80% das mortes ocorrem em países de baixa e média renda.

Necessidade de Prevenção

Os pesquisadores enfatizam que 99% dos casos de câncer de colo de útero estão relacionados a infecções persistentes do HPV. A vacinação é crucial, com a vacina quadrivalente disponível gratuitamente para adolescentes de 9 a 14 anos no SUS. A MSD Brasil destaca a urgência de políticas públicas que ampliem a cobertura vacinal e o rastreamento, visando a eliminação do câncer de colo de útero no país.

O estudo conclui que a detecção precoce pode reduzir a demanda por cuidados paliativos e otimizar recursos, garantindo um tratamento oncológico mais eficaz para as pacientes brasileiras.

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