- O Ministério da Saúde implementou o teste de biologia molecular DNA-HPV no Sistema Único de Saúde (SUS), substituindo o exame de Papanicolau.
- A nova tecnologia será oferecida inicialmente em doze estados e visa rastrear sete milhões de mulheres até dois mil e vinte e seis.
- O teste detecta quatorze genótipos do papilomavírus humano (HPV) e permite a identificação do vírus antes do surgimento de lesões.
- A coleta do material é semelhante, mas agora será enviada para laboratórios especializados, aumentando a sensibilidade diagnóstica e permitindo intervalos de coleta de até cinco anos.
- O Ministério da Saúde também fornecerá kits e treinamentos para profissionais do SUS, além de promover a vacinação contra o HPV como medida preventiva.
O Ministério da Saúde iniciou a implementação do teste de biologia molecular DNA-HPV no Sistema Único de Saúde (SUS), que substituirá o exame de Papanicolau. A nova tecnologia, que será oferecida inicialmente em 12 estados, visa rastrear 7 milhões de mulheres até 2026, aumentando a eficácia e reduzindo custos.
O teste, desenvolvido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, detecta 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV), permitindo a identificação do vírus antes do surgimento de lesões. Alexandre Padilha, ministro da Saúde, destacou que a iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, que busca acelerar o diagnóstico e o tratamento do câncer de colo de útero.
O HPV é responsável por cerca de 17.010 novos casos de câncer de colo de útero por ano no Brasil, sendo o terceiro tipo mais comum entre mulheres. A nova abordagem de rastreamento, que aumenta a sensibilidade diagnóstica, permitirá intervalos de coleta de até cinco anos, em comparação aos três anos exigidos pelo Papanicolau.
Benefícios do Novo Teste
A coleta do material para o teste permanece semelhante, mas agora é enviada para análise em laboratórios especializados. A detecção precoce pode ocorrer até 10 anos antes do que o método anterior. O novo teste também elimina a necessidade de coletas adicionais em casos inconclusivos, acelerando o encaminhamento para tratamento.
A meta é que, até dezembro de 2026, o novo rastreio esteja disponível em todo o Brasil, beneficiando mulheres de 25 a 64 anos. O público-alvo inclui mulheres cisgênero, homens transgêneros e indivíduos não binários com sistema reprodutivo feminino. Para acessar o teste, basta agendar uma consulta nas Unidades Básicas de Saúde.
Capacitação e Recursos
O Ministério da Saúde também disponibilizará kits e insumos para o teste, além de treinamentos para profissionais do SUS. A parceria com o INCA e o Hospital Israelita Albert Einstein incluirá cursos de citopatologia, visando aprimorar a capacitação na área.
A vacina contra o HPV, disponível no SUS, é considerada a principal medida preventiva. Com a combinação da vacinação e do novo rastreamento, o Ministério espera acelerar a redução dos casos de câncer de colo de útero no país.
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