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Comissão do Ministério da Saúde rejeita inclusão do Ozempic no SUS

Conitec mantém decisão de não incorporar semaglutida e liraglutida, enquanto Fiocruz busca viabilizar produção própria para o SUS

Wegovy e Ozempic — Foto: NYT
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  • A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) decidiu não incorporar a semaglutida e a liraglutida para o tratamento da obesidade na rede pública.
  • A decisão reafirma o parecer de maio, que destacou o alto custo dos medicamentos como principal impedimento para sua inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS).
  • A semaglutida, presente nos medicamentos Ozempic e Wegovy, é indicada para pacientes com obesidade e histórico de doenças cardiovasculares. A liraglutida, disponível na Saxenda, é voltada para pessoas com obesidade e diabetes tipo 2.
  • A Conitec estima que a incorporação da semaglutida poderia gerar um gasto de R$ 3,4 bilhões a R$ 7 bilhões em cinco anos, além da necessidade de acompanhamento especializado.
  • A Fiocruz anunciou um acordo com a farmacêutica EMS para produzir versões próprias dos medicamentos, que ainda precisam ser aprovadas pela Conitec antes de serem disponibilizadas no SUS.

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) reafirmou, nesta quarta-feira, a decisão de não incorporar a semaglutida e a liraglutida para o tratamento da obesidade na rede pública. A deliberação mantém o parecer de maio, que já havia destacado o alto custo dos medicamentos como principal obstáculo à sua inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS).

A semaglutida, presente nos medicamentos Ozempic e Wegovy, seria indicada para pacientes com obesidade e histórico de doenças cardiovasculares, enquanto a liraglutida, disponível na Saxenda, é voltada para pessoas com obesidade e diabetes tipo 2. A Conitec estima que a incorporação da semaglutida poderia gerar um gasto de R$ 3,4 bilhões a R$ 7 bilhões em cinco anos, além da necessidade de acompanhamento especializado, como suporte psicológico.

Acordo com a Fiocruz

Em um desenvolvimento recente, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) anunciou um acordo com a farmacêutica EMS para a produção de versões próprias da semaglutida e liraglutida. Essa iniciativa visa reduzir os custos e facilitar o acesso aos medicamentos, mas ainda depende da aprovação da Conitec antes de serem disponibilizados no SUS.

Atualmente, a semaglutida não está disponível em serviços públicos no Brasil. A liraglutida, por sua vez, é utilizada em algumas localidades, como Goiás, Espírito Santo e no Distrito Federal. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mencionou em julho que a inclusão dos medicamentos na rede pública poderia ocorrer se houver evidências científicas que comprovem seus benefícios.

Consulta Pública e Futuro

Após o parecer da Conitec, uma consulta pública foi realizada para ouvir a sociedade civil e profissionais de saúde sobre a questão. Em 2026, a prefeitura do Rio de Janeiro planeja iniciar o uso da semaglutida para tratar pacientes com diabetes e obesidade, mas a implementação em larga escala no SUS ainda enfrenta desafios significativos.

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