- O Ministério da Agricultura confirmou a morte de 222 cavalos em cinco estados brasileiros devido a ração contaminada.
- Os óbitos ocorreram em São Paulo (83), Rio de Janeiro (69), Alagoas (65), Goiás (4) e Minas Gerais (1).
- Há 195 casos suspeitos em investigação. A fabricante Nutratta Nutrição Animal Ltda suspendeu a fabricação e comercialização de suas rações.
- A empresa já havia sido notificada sobre a contaminação e irregularidades foram encontradas em fiscalizações.
- O ministério destacou dificuldades na apuração dos casos devido à falta de comunicação formal para denúncias.
BRASÍLIA — O Ministério da Agricultura confirmou a morte de 222 cavalos em cinco estados brasileiros devido a ração contaminada. Os óbitos foram registrados em São Paulo (83), Rio de Janeiro (69), Alagoas (65), Goiás (4) e Minas Gerais (1). Além disso, 195 casos suspeitos estão em investigação.
A fabricante das rações, Nutratta Nutrição Animal Ltda, com sede em Itumbiara (GO), já havia sido notificada anteriormente sobre a contaminação. Em resposta aos incidentes, a empresa suspendeu a fabricação e comercialização de seus produtos. O ministério realizou duas fiscalizações na Nutratta, onde foram encontradas irregularidades que levaram à suspensão cautelar das atividades da empresa.
Investigação em Andamento
As investigações revelaram que os cavalos mortos apresentaram sintomas de insuficiência hepática, que podem surgir tardiamente após a interrupção do uso da ração. O ministério destacou a dificuldade em apurar os casos devido à falta de comunicação formal via Ouvidoria, o canal oficial para denúncias.
A Nutratta, em comunicado, afirmou que está colaborando com os órgãos de controle e que não há evidências de contaminação em produtos destinados à bovinocultura. No entanto, a linha de ração para equinos foi interditada, e a empresa está cumprindo todas as exigências do governo.
Recolhimento de Produtos
No dia 19 de junho, a Nutratta anunciou que o governo determinou o recolhimento de todos os lotes de ração para cavalos fabricados a partir de novembro de 2024. A empresa, que atua há mais de uma década no mercado, expressou solidariedade aos criadores afetados pela situação.
O Ministério da Agricultura não atualizou as informações sobre os casos e não fez novos comentários desde a última divulgação. A situação continua a ser monitorada, com a expectativa de que mais dados sejam coletados à medida que as investigações avançam.
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