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Novas diretrizes sobre hipertensão recomendam tratamento precoce e abstinência de álcool

Novas diretrizes da AHA e ACC alertam para a hipertensão em níveis mais baixos e reforçam a importância de intervenções precoces e monitoramento na gravidez

Novas diretrizes de pressão arterial da AHA recomendam iniciar o tratamento mais cedo e abstinência de álcool. (Foto: Maskot/Getty Images)
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  • As novas diretrizes da American Heart Association (AHA) e do American College of Cardiology (ACC) recomendam tratamento para hipertensão em adultos com pressão arterial entre 130 e 139 mm Hg.
  • A mudança é significativa em relação às diretrizes de 2017, que estabeleciam o limite em 140 mm Hg.
  • As orientações sugerem a eliminação do consumo de álcool e enfatizam a monitorização da pressão arterial durante a gravidez.
  • A meta de pressão arterial permanece abaixo de 130/80 mm Hg, e mudanças no estilo de vida, como dieta e perda de peso, continuam a ser recomendadas.
  • A introdução do PREVENT risk calculator visa detectar precocemente doenças cardiovasculares e reforça a relação entre hipertensão e demência.

As novas diretrizes da American Heart Association (AHA) e do American College of Cardiology (ACC), divulgadas recentemente, recomendam um tratamento mais precoce para a hipertensão. Agora, adultos com pressão arterial entre 130-139 mm Hg devem ser considerados para intervenção, uma mudança significativa em relação às diretrizes de 2017, que estabeleciam o limite em 140 mm Hg.

Essas diretrizes ressaltam a importância de eliminar o consumo de álcool, sugerindo que a abstinência pode ter um impacto positivo na pressão arterial, especialmente em pacientes hipertensos. Além disso, a monitorização da pressão arterial durante a gravidez é enfatizada, dado que a hipertensão pode levar a complicações graves como pré-eclâmpsia e problemas renais.

A hipertensão, que afeta cerca de 50% dos adultos nos EUA, é um fator de risco modificável para doenças cardiovasculares. Apesar de sua prevalência, apenas 25% dos adultos com hipertensão têm a condição sob controle. As novas orientações mantêm a meta de pressão arterial abaixo de 130/80 mm Hg e continuam a enfatizar mudanças no estilo de vida, como dieta e perda de peso.

Novas Recomendações

As diretrizes atualizadas sugerem que, após três a seis meses de tentativas de controle por meio de mudanças de estilo de vida, a medicação deve ser considerada se a pressão arterial permanecer elevada. A introdução do PREVENT risk calculator é uma novidade, permitindo a detecção precoce de doenças cardiovasculares.

Além disso, a relação entre hipertensão e o desenvolvimento de demência foi reforçada, com evidências indicando que a redução intensiva da pressão arterial pode diminuir o risco de declínio cognitivo. O Dr. Daniel W. Jones, presidente do comitê de redação das diretrizes, destacou a importância de tratar a hipertensão não apenas para a saúde cardiovascular, mas também para a saúde cognitiva.

Abordagem Dietética e Estilo de Vida

A redução do consumo de sódio continua a ser uma recomendação central, com um limite de 2.300 mg por dia e um ideal de 1.500 mg. A dieta DASH, rica em frutas, vegetais e grãos integrais, é recomendada para o controle da pressão arterial. Além disso, a prática de 150 minutos de exercício moderado por semana e a perda de 5% do peso corporal são sugeridas como estratégias eficazes.

Essas diretrizes visam não apenas tratar a hipertensão, mas também educar a população sobre a importância da monitorização e do controle da pressão arterial, reforçando que, apesar de ser uma condição comum, a hipertensão é altamente tratável.

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