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Luminol da UFRJ é adaptado para auxiliar em emergências médicas e salvar vidas

Belcher Pharmaceuticals investe R$ 4,5 milhões para usar luminol em hospitais, visando reduzir infecções e melhorar a segurança médica no Brasil

Reagente nasceu em grupo de pesquisa do professor Cláudio Cerqueira Lopes — Foto: Guito Moreto
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  • A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveu um luminol eficaz na detecção de vestígios de sangue, amplamente utilizado pela Polícia Civil do Rio.
  • Em 2023, a substância foi aplicada em mais de três mil e oitocentos exames em cenas de crime.
  • A empresa americana Belcher Pharmaceuticals planeja investir R$ 4,5 milhões para usar o luminol em unidades médicas no Brasil, visando detectar sangue oculto e reduzir infecções hospitalares.
  • O professor Cláudio Cerqueira Lopes, responsável pelo desenvolvimento, destaca que a tecnologia pode prevenir contaminações em equipamentos médicos.
  • A UFRJ atualmente produz trinta litros de luminol por mês, e a parceria com a Belcher permitirá a produção em escala industrial, com expectativa de distribuição em doze a dezoito meses.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveu um luminol que se destaca na detecção de vestígios de sangue, sendo amplamente utilizado pela Polícia Civil do Rio. Em 2023, a substância foi aplicada em mais de 3.800 exames em cenas de crime. Agora, a Belcher Pharmaceuticals, empresa americana, planeja investir R$ 4,5 milhões para explorar o uso do luminol em unidades médicas no Brasil, com o objetivo de detectar sangue oculto e reduzir infecções hospitalares.

O luminol, que brilha em contato com sangue, foi patenteado pela UFRJ em 2021 e possui uma durabilidade de até seis meses, enquanto produtos similares perdem eficácia em apenas duas horas. O professor Cláudio Cerqueira Lopes, responsável pelo desenvolvimento, acredita que a tecnologia pode salvar vidas ao detectar sangue em equipamentos médicos, como bombas de hemodiálise, prevenindo contaminações graves.

A Belcher Pharmaceuticals planeja realizar estudos-piloto em hospitais brasileiros, visando validar a eficácia do produto antes de sua distribuição internacional. O presidente da empresa no Brasil, Emanuel Catori, destaca que a fórmula da UFRJ apresenta maior estabilidade química, o que é crucial em ambientes hospitalares. Após a conclusão do licenciamento, a expectativa é que o produto chegue aos hospitais em um prazo de 12 a 18 meses.

A UFRJ atualmente produz 30 litros de luminol por mês, volume insuficiente para atender a demanda. O coordenador da Inova UFRJ, Diego Allonso, afirma que a parceria com a Belcher permitirá a produção em escala industrial, beneficiando a sociedade. O uso do luminol em hospitais pode ser um avanço significativo na luta contra infecções, que causam cerca de 100 mil mortes anuais no Brasil.

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