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Associações criticam exclusão de medicamentos para emagrecimento do SUS

Associações médicas criticam a negativa da Conitec e alertam para a falta de acesso a tratamentos eficazes para obesidade no SUS

Canetas para diabetes são também utilizadas para emagrecimento (Foto: Karime Xavier - 9.jan.25/Folhapress)
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  • A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) decidiu não incluir os medicamentos liraglutida e semaglutida no SUS.
  • A negativa foi baseada em restrições orçamentárias, gerando críticas de associações médicas como a Abeso, SBD e SBEM.
  • As entidades afirmam que a análise da Conitec não considerou adequadamente a custo-efetividade dos medicamentos, que são aplicados por meio de canetas.
  • O custo anual por paciente é estimado em R$ 9.885,60 para liraglutida e R$ 17.584,80 para semaglutida.
  • A farmacêutica Novo Nordisk, responsável pela solicitação, destacou o histórico de subfinanciamento do SUS e a necessidade de acesso a tratamentos eficazes para obesidade.

Três associações médicas, incluindo a Abeso, SBD e SBEM, criticaram a decisão da Conitec de não incorporar os medicamentos liraglutida e semaglutida no SUS. A negativa, baseada em restrições orçamentárias, levanta preocupações sobre o acesso a tratamentos para obesidade.

As entidades afirmam que a análise da Conitec não considerou adequadamente a custo-efetividade dos medicamentos, que são administrados por meio de canetas. Os dirigentes das associações destacam que a falta de acesso a esses tratamentos no sistema público contraria os princípios de equidade e universalidade do SUS.

A semaglutida, indicada para pacientes com obesidade grau 2, e a liraglutida, para obesidade e diabetes tipo 2, foram solicitadas pela farmacêutica Novo Nordisk. Apesar de reconhecer a semaglutida como uma tecnologia inovadora, a Conitec alegou que o custo anual por paciente, estimado em R$ 9.885,60 para liraglutida e R$ 17.584,80 para semaglutida, representa um impacto financeiro significativo.

Críticas e Consequências

As associações médicas argumentam que a decisão perpetua a elitização do tratamento, deixando pacientes do SUS sem assistência. Além disso, a Conitec já negou a incorporação de medicamentos para obesidade em cinco ocasiões, sempre com a justificativa de altos custos. A negativa mais recente inclui a sibutramina, que, apesar de polêmica, é considerada uma opção de baixo custo.

A Novo Nordisk, em resposta, apontou que o histórico de subfinanciamento do SUS e as restrições orçamentárias dificultam a oferta de tecnologias inovadoras. A farmacêutica reafirmou seu compromisso em colaborar no combate à obesidade no Brasil, mesmo diante de desafios financeiros.

A situação destaca a necessidade urgente de um debate sobre a acessibilidade a tratamentos eficazes para obesidade no sistema público de saúde, especialmente considerando o aumento da prevalência da doença no país.

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