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Procon e PM apreendem mais de 100 cigarros eletrônicos na Zona Sul do Rio

Operação Evali apreende vapes no Leblon, mas ambulantes continuam a vender os produtos, desafiando a fiscalização e os riscos à saúde pública

Ambulantes vendem cigarros eletrônicos livremente no Leblon, apesar da proibição no Brasil (Foto: Divulgação/ Sedcon)
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  • A Operação Evali apreendeu mais de cem unidades de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, na rua Dias Ferreira, no Leblon, na última quinta-feira.
  • Apesar da proibição da Anvisa desde 2009, os vapes continuam a ser vendidos de forma irregular na região, especialmente para o público jovem.
  • A ação foi realizada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon), Procon-RJ e Polícia Militar. O material apreendido será enviado à Receita Federal.
  • Um dia após a operação, ambulantes foram flagrados vendendo vapes abertamente, com preços em torno de R$ 100.
  • Especialistas alertam que o uso de vapes pode causar sérios problemas de saúde, com riscos semelhantes ou superiores aos do tabaco tradicional.

Na última quinta-feira, a Operação Evali apreendeu mais de cem unidades de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, na rua Dias Ferreira, no Leblon. Apesar da proibição da Anvisa desde 2009, esses produtos continuam a ser vendidos de forma irregular na região, atraindo principalmente o público jovem.

A ação foi realizada pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon), Procon-RJ e Polícia Militar, em um local movimentado. O material apreendido será enviado à Receita Federal. No entanto, um dia após a operação, ambulantes foram flagrados vendendo vapes abertamente, sem temor de fiscalização. Os produtos, coloridos e com sabores variados, eram oferecidos por cerca de R$ 100.

Especialistas alertam que o uso de vapes representa riscos à saúde, semelhantes ou até superiores aos do tabaco tradicional. O pneumologista Alexandre Milagres destaca que esses dispositivos podem causar doenças graves, como a bronquiolite obliterante, além de problemas cardiovasculares e pulmonares. A sigla Evali, que nomeia a operação, refere-se a lesões pulmonares associadas ao uso de cigarros eletrônicos, uma condição que emergiu em 2019.

Milagres ressalta que, embora não haja décadas de estudos sobre os vapes, os dados disponíveis indicam que eles podem ser mais prejudiciais do que os cigarros convencionais, especialmente devido ao alto teor de nicotina. A dependência química causada por esses dispositivos é uma preocupação crescente entre os profissionais de saúde.

O Secretário Gutemberg Fonseca enfatizou a importância da colaboração da população para identificar pontos de venda irregulares. A Sedcon já está monitorando outros locais e alvos para futuras operações. As denúncias podem ser feitas através de canais oficiais, reforçando a necessidade de proteger a saúde pública, especialmente dos jovens.

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