- O Ministério da Saúde do Brasil participou de reunião da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em São Paulo nos dias 20 e 21 de agosto.
- O encontro abordou estratégias de vigilância do vírus Oropouche (OROV), focando na transmissão vertical de gestantes para recém-nascidos.
- Foram definidas diretrizes para vigilância integrada e revisadas evidências sobre malformações congênitas associadas à infecção.
- O Brasil, junto a representantes de outros países, apresentou sua experiência em investigação e monitoramento de casos, destacando avanços na vigilância laboratorial.
- Especialistas aprovaram protocolos para identificação precoce de casos suspeitos e acompanhamento de gestantes e recém-nascidos expostos ao vírus.
O Ministério da Saúde do Brasil participou, nos dias 20 e 21 de agosto, de uma reunião da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em São Paulo. O encontro reuniu especialistas de diversos países da América Latina para discutir estratégias de vigilância do vírus Oropouche (OROV), com foco na transmissão vertical de gestantes para recém-nascidos.
Durante a reunião, foram definidas diretrizes para a vigilância integrada e revisadas evidências sobre malformações congênitas associadas à infecção. O Brasil, junto a representantes de Argentina, Chile, Uruguai, Cuba, Costa Rica e Nicarágua, apresentou sua experiência em investigação e monitoramento de casos, destacando avanços na vigilância laboratorial e na notificação de casos suspeitos.
Diretrizes e Protocolos
Os especialistas aprovaram uma definição de caso para a transmissão vertical do Oropouche, considerando critérios clínicos, laboratoriais e de imagem. Também foram estabelecidas orientações para a coleta de amostras biológicas, como placenta e soro neonatal. O Brasil, com mais de 12 mil casos confirmados em onze países das Américas em 2025, tem se mostrado fundamental na resposta regional à expansão do vírus.
A reunião também avançou na construção de protocolos padronizados para identificação precoce de casos suspeitos e acompanhamento de gestantes e recém-nascidos expostos. Essas ações complementam os esforços iniciados em fevereiro, quando foram definidas prioridades de pesquisa sobre o Oropouche.
Compromisso Regional
A coordenadora-geral de Vigilância de Arboviroses, Lívia Vinhal, destacou a importância da cooperação regional no enfrentamento ao Oropouche. Segundo ela, a ação conjunta é essencial para fortalecer a vigilância integrada e proteger as populações mais vulneráveis. O Brasil reafirma seu compromisso em contribuir para uma resposta coordenada na região, ampliando o conhecimento científico sobre o vírus e fortalecendo a vigilância das arboviroses.
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