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Conitec nega solicitação para incluir canetas emagrecedoras no SUS

Anvisa agiliza registro de canetas emagrecedoras e Ministério da Saúde aposta em produção nacional para reduzir preços em até 40%

Foto: Reprodução
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  • A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) decidiu não incluir a liraglutida e a semaglutida no SUS, devido a um impacto financeiro estimado em R$ 8 bilhões anuais.
  • A farmacêutica Novo Nordisk solicitou a inclusão do medicamento Wegovy, mas a análise considerou eficácia, segurança e custo-efetividade.
  • O Ministério da Saúde firmou parcerias com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica EMS para aumentar a produção nacional e oferecer genéricos, visando reduzir preços em até 40%.
  • A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) implementou controle rigoroso na prescrição de canetas emagrecedoras, incluindo liraglutida e semaglutida, para evitar uso inadequado.
  • A Anvisa também priorizará o registro de novos produtos, com a expectativa de que a entrada de genéricos no mercado amplie o acesso a tratamentos eficazes.

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) decidiu não incorporar a liraglutida e a semaglutida ao SUS, citando um impacto financeiro de R$ 8 bilhões anuais. A farmacêutica Novo Nordisk, responsável pelo medicamento Wegovy, solicitou a inclusão, mas a análise da Conitec levou em conta a eficácia, segurança e custo-efetividade.

Em resposta, o Ministério da Saúde anunciou parcerias com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica EMS para a produção nacional desses medicamentos. O objetivo é aumentar a oferta de genéricos e reduzir a dependência tecnológica, o que pode resultar em uma diminuição de preços entre 30% e 40%.

Controle Rigoroso

Desde junho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) implementou um controle rigoroso na prescrição das canetas emagrecedoras, que incluem não apenas a liraglutida e a semaglutida, mas também outros medicamentos da mesma classe. A decisão visa proteger a saúde da população, considerando o aumento de eventos adversos associados ao uso inadequado desses fármacos.

Entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, apoiam a retenção de receitas para evitar o uso indiscriminado. A venda sem receita, embora irregular, é comum, o que eleva os riscos de automedicação e complicações de saúde.

Novas Iniciativas

A Anvisa também priorizará o registro de canetas emagrecedoras, com um edital publicado para acelerar a análise de produtos que aguardam aprovação. O ministério busca fortalecer a produção nacional e garantir acesso a tratamentos eficazes, especialmente com a proximidade do vencimento da patente do Ozempic, previsto para março de 2026.

Com a expectativa de que novos genéricos entrem no mercado, o ministério acredita que isso ampliará o acesso da população a tratamentos de qualidade, contribuindo para a saúde pública e a redução de custos.

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