Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Sensor portátil identifica canabinoides sintéticos em vaporizadores e fluidos biológicos

Sensor portátil detecta canabinoides sintéticos em cigarros eletrônicos e fluidos biológicos, aumentando a segurança dos usuários e prevenindo overdoses

Dispositivo acoplado à porta USB de um celular: testado com as substâncias AB-Chminaca e MDMB-4en-Pinaca, dois dos canabinoides sintéticos mais comuns e perigosos, o aparelho demonstrou capacidade de detectar concentrações muito baixas (Foto: Larissa Melo/INCT-SP)
0:00
Carregando...
0:00
  • Cigarros eletrônicos são proibidos no Brasil e apresentam riscos à saúde pública devido à alta concentração de nicotina.
  • Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sensor portátil que detecta canabinoides sintéticos em líquidos de cigarros eletrônicos e fluidos biológicos.
  • O dispositivo, descrito na revista Talanta, visa aumentar a segurança dos usuários e reduzir os riscos de overdose.
  • O sensor utiliza um eletrodo de diamante dopado com boro e pode identificar concentrações baixas de canabinoides, mesmo na presença de nicotina.
  • O projeto também colabora com o “Projeto BACO”, que analisa o uso de novas substâncias psicoativas em festas e festivais.

Cigarros eletrônicos, apesar de proibidos no Brasil, continuam a ser uma preocupação de saúde pública. A alta concentração de nicotina nesses dispositivos pode levar à dependência, com alguns líquidos apresentando até 100 vezes mais nicotina do que os cigarros tradicionais. A falta de controle de qualidade agrava a situação, pois muitos produtos não são regulamentados pela Anvisa.

Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sensor portátil inovador que detecta canabinoides sintéticos em líquidos de cigarros eletrônicos e fluidos biológicos, como saliva. O dispositivo, descrito na revista Talanta, visa aumentar a segurança dos usuários e reduzir os riscos de overdose. Esses canabinoides, mais potentes que o THC da maconha, podem causar efeitos neurológicos severos, incluindo convulsões e surtos psicóticos.

O sensor utiliza um eletrodo de diamante dopado com boro, conectado a um potenciostato portátil, que pode ser acoplado a celulares. Ele é capaz de identificar concentrações muito baixas de canabinoides sintéticos, mesmo na presença de altos níveis de nicotina. O professor Wallans Santos destaca que a seletividade do dispositivo permite focar apenas nas substâncias de interesse, mesmo em amostras complexas.

Além de ser uma ferramenta útil para a polícia científica, o sensor pode ser aplicado na saúde pública, permitindo um atendimento rápido a usuários em situação de overdose. O projeto também colabora com o “Projeto BACO”, que analisa o uso de novas substâncias psicoativas em festas e festivais. O objetivo é fornecer informações que ajudem os usuários a tomar decisões informadas sobre o que consomem, reduzindo assim os riscos associados ao uso de substâncias desconhecidas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais