- Cigarros eletrônicos são proibidos no Brasil e apresentam riscos à saúde pública devido à alta concentração de nicotina.
- Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sensor portátil que detecta canabinoides sintéticos em líquidos de cigarros eletrônicos e fluidos biológicos.
- O dispositivo, descrito na revista Talanta, visa aumentar a segurança dos usuários e reduzir os riscos de overdose.
- O sensor utiliza um eletrodo de diamante dopado com boro e pode identificar concentrações baixas de canabinoides, mesmo na presença de nicotina.
- O projeto também colabora com o “Projeto BACO”, que analisa o uso de novas substâncias psicoativas em festas e festivais.
Cigarros eletrônicos, apesar de proibidos no Brasil, continuam a ser uma preocupação de saúde pública. A alta concentração de nicotina nesses dispositivos pode levar à dependência, com alguns líquidos apresentando até 100 vezes mais nicotina do que os cigarros tradicionais. A falta de controle de qualidade agrava a situação, pois muitos produtos não são regulamentados pela Anvisa.
Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sensor portátil inovador que detecta canabinoides sintéticos em líquidos de cigarros eletrônicos e fluidos biológicos, como saliva. O dispositivo, descrito na revista Talanta, visa aumentar a segurança dos usuários e reduzir os riscos de overdose. Esses canabinoides, mais potentes que o THC da maconha, podem causar efeitos neurológicos severos, incluindo convulsões e surtos psicóticos.
O sensor utiliza um eletrodo de diamante dopado com boro, conectado a um potenciostato portátil, que pode ser acoplado a celulares. Ele é capaz de identificar concentrações muito baixas de canabinoides sintéticos, mesmo na presença de altos níveis de nicotina. O professor Wallans Santos destaca que a seletividade do dispositivo permite focar apenas nas substâncias de interesse, mesmo em amostras complexas.
Além de ser uma ferramenta útil para a polícia científica, o sensor pode ser aplicado na saúde pública, permitindo um atendimento rápido a usuários em situação de overdose. O projeto também colabora com o “Projeto BACO”, que analisa o uso de novas substâncias psicoativas em festas e festivais. O objetivo é fornecer informações que ajudem os usuários a tomar decisões informadas sobre o que consomem, reduzindo assim os riscos associados ao uso de substâncias desconhecidas.
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