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Médicos solicitam proibição de manipulação do Mounjaro pela Anvisa após Ozempic

SBEM alerta para riscos da manipulação da tirzepatida e pede à Anvisa que amplie proibição, visando proteger a saúde pública

Mounjaro é uma das canetas emagrecedoras da classe do Ozempic (Foto: George Frey/Bloomberg)
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  • A Anvisa proibiu a manipulação da semaglutida, presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy, por questões de segurança e eficácia.
  • A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) pediu que a proibição se estenda à tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro.
  • A Anvisa restringiu a importação de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) apenas às empresas com registro no Brasil.
  • A SBEM alertou sobre riscos semelhantes aos da semaglutida, destacando a falta de estudos que comprovem a segurança das formulações manipuladas.
  • A entidade solicitou formalmente à Anvisa que amplie a proibição, visando proteger a saúde pública e a integridade da medicina baseada em evidências.

Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibir a manipulação da semaglutida, presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) solicitou que essa proibição se estenda à tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro. A decisão da Anvisa, publicada no Diário Oficial da União, visa garantir a segurança dos pacientes ao restringir a importação de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) apenas às empresas detentoras do registro no Brasil.

A Anvisa já havia determinado que a semaglutida, aprovada apenas na forma biotecnológica, não pode ser manipulada ou importada na forma sintética. A medida foi celebrada por especialistas, que destacaram a necessidade de maior controle sobre as versões manipuladas de análogos de GLP-1. No entanto, a tirzepatida, que é obtida por meio de síntese, ainda pode ser manipulada, o que preocupa a SBEM.

Riscos Associados

A SBEM expressou sua preocupação com a manipulação da tirzepatida, argumentando que os riscos são semelhantes aos da semaglutida. A entidade destacou a falta de estudos que comprovem a eficácia e segurança das formulações manipuladas, além da possibilidade de falsificações. Relatos de eventos adversos graves, como pancreatite e hipoglicemias, já foram associados a medicamentos manipulados.

O endocrinologista e diretor da SBEM, Clayton Macedo, enfatizou que a complexidade da fabricação dos análogos de GLP-1 torna difícil a manipulação segura em farmácias. Ele alertou que a manipulação inadequada pode comprometer a eficácia e segurança dos tratamentos, expondo os pacientes a riscos desnecessários.

Apelo à Anvisa

Diante dos riscos, a SBEM reiterou seu compromisso com a saúde pública e solicitou formalmente à Anvisa que amplie a proibição para incluir a tirzepatida. A entidade acredita que essa medida é essencial para garantir a segurança da população e a integridade da medicina baseada em evidências. Além disso, muitos pacientes têm recorrido a versões manipuladas em clínicas, onde podem ser expostos a tratamentos não avaliados, o que fere o código de ética médica.

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