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Prevenção injetável contra o HIV é lançada no mercado brasileiro

Aprovado o Apretude, medicamento injetável para prevenção do HIV, que promete revolucionar a luta contra a epidemia no Brasil

Desenvolvido pela GSK/ViiV Healthcare, cabotegravir foi registrado pela Anvisa em 2023 e passou a ser comercializado nesta segunda (25) (Foto: Divulgação)
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  • O Brasil registrou cerca de 46,5 mil novos casos de HIV em 2023, segundo o Ministério da Saúde.
  • O país pode enfrentar até 600 mil novos casos nos próximos dez anos.
  • O Apretude, primeiro medicamento injetável de longa ação para prevenção do HIV, foi aprovado pela Anvisa e começou a ser comercializado em 25 de setembro de 2023.
  • O Apretude é aplicado a cada dois meses e custa R$ 4 mil. A distribuição é feita pela Oncoprod.
  • A fabricante está negociando a incorporação do Apretude ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Cerca de 46,5 mil novos casos de HIV foram registrados no Brasil em 2023, conforme dados do Ministério da Saúde. O país pode enfrentar até 600 mil novos casos nos próximos dez anos. Para combater essa epidemia, a profilaxia pré-exposição (PrEP) agora conta com uma nova opção: o Apretude, primeiro medicamento injetável de longa ação para prevenção do HIV, aprovado pela Anvisa e disponível desde 25 de setembro de 2023.

Desenvolvido pela GSK/ViiV Healthcare, o Apretude é aplicado a cada dois meses, oferecendo uma alternativa à PrEP oral, que requer ingestão diária de comprimidos. O custo do medicamento é de R$ 4.000, e sua distribuição é feita pela Oncoprod. O Apretude, que contém o princípio ativo cabotegravir, atua como um antirretroviral inibidor da integrase, impedindo que o vírus se instale e se multiplique nas células.

Roberto Zajdenverg, médico e coordenador de prevenção de HIV na GSK, destaca que a aplicação do Apretude pode ser mais eficaz do que a PrEP oral, devido à menor exigência de disciplina do paciente. “Esse é um marco gigantesco”, afirma Zajdenverg, referindo-se à administração do primeiro Apretude no mercado privado em São Paulo.

Aplicação e Acesso

A aplicação do Apretude deve ser realizada por um profissional de saúde, e é necessário um teste de HIV negativo realizado até sete dias antes da aplicação. O medicamento é contraindicado para pessoas já infectadas pelo vírus. A fabricante está em negociação com o Ministério da Saúde para que o Apretude seja incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS), com submissão prevista para setembro de 2023.

Estudos realizados em diversos países, incluindo o Brasil, demonstraram a segurança e eficácia do Apretude. O principal efeito colateral relatado foi dor muscular na área da injeção, com poucos outros efeitos adversos. O Brasil se destacou na inclusão de participantes nos estudos, garantindo experiência no uso do cabotegravir.

Além do Apretude, outro medicamento injetável, o lenacapavir, está em desenvolvimento, mas ainda não foi registrado pela Anvisa. A luta contra o HIV continua, e novas opções de prevenção são essenciais para enfrentar o aumento dos casos no país.

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