- Três pessoas foram diagnosticadas com encefalite equina venezuelana em Tabatinga, Amazonas, neste ano.
- Os casos foram confirmados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 26 de agosto.
- A detecção do vírus foi realizada por meio de tecnologia de PCR em tempo real e sequenciamento genético.
- O monitoramento dos casos está sendo feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do estudo FrontFever.
- A encefalite equina venezuelana é transmitida por mosquitos e pode causar inflamação cerebral, embora a maioria dos casos se manifeste como febre leve.
Três pessoas, sendo dois homens e uma mulher, foram diagnosticadas com encefalite equina venezuelana pela primeira vez em Tabatinga (AM), na região do Alto Solimões, neste ano. A confirmação foi feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que anunciou os casos nesta terça-feira, 26.
A detecção do vírus ocorreu por meio de tecnologia de PCR em tempo real e sequenciamento genético, desenvolvidos pela Fiocruz. O monitoramento dos casos está sendo realizado dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). A descoberta foi parte do estudo FrontFever, que visa entender melhor a dinâmica de doenças febris na Amazônia.
Tabatinga, localizada na tríplice fronteira com Colômbia e Peru, apresenta um cenário propício para a transmissão de doenças vetoriais. O virologista Felipe Gomes Naveca, do Instituto Leônidas e Maria Deane, destacou que a encefalite equina venezuelana é uma causa subdiagnosticada de doenças febris na região.
A doença é causada por um alphavirus transmitido por mosquitos e pode provocar inflamação cerebral, resultando em sequelas motoras, cognitivas e emocionais. Apesar disso, a maioria dos casos se manifesta como febre sem consequências graves. Naveca, que também é chefe do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos da Fiocruz, enfatizou a importância de um monitoramento contínuo para a identificação de novos casos e a prevenção de surtos.
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