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Amputação parcial do pênis pode preservar função sexual, revela estudo

Câncer urológico gera mais de 22 mil internações e impacta emocionalmente pacientes, como o jogador Bruno Silva após amputação parcial

Cirurgia de amputação parcial do pênis, indicada principalmente em casos de câncer, pode permitir manutenção da função urinária e vida sexual (Foto: Staras/AdobeStock)
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  • O Brasil registra mais de 22 mil internações e 4.500 mortes por câncer urológico na última década, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
  • O jogador Bruno Silva passou por uma amputação parcial do pênis devido à doença, enfrentando desafios emocionais e sexuais.
  • A cirurgia é necessária quando o câncer atinge a glande e camadas mais profundas do órgão, com cerca de 580 amputações realizadas anualmente no país.
  • Apesar das dificuldades, a vida sexual pode ser preservada se o corpo cavernoso for mantido; apoio psicológico é recomendado.
  • A penectomia total, que remove completamente o pênis, é uma opção para casos avançados, mas traz mais desafios emocionais.

O Brasil enfrenta um alarmante aumento nas amputações parciais do pênis, com mais de 22 mil internações e 4.500 mortes relacionadas ao câncer urológico na última década, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). O caso do jogador Bruno Silva, que passou por uma amputação parcial devido a um câncer, ilustra os desafios emocionais e sexuais enfrentados por pacientes nessa situação.

A cirurgia de amputação parcial é frequentemente necessária quando o câncer atinge a glande e invade camadas mais profundas do órgão. O médico Roni Fernandes, diretor da Escola Superior de Urologia da SBU, explica que, embora a amputação seja uma solução para alguns tipos de câncer, ela pode impactar significativamente a autoestima e a vida sexual do paciente. Cerca de 580 amputações são realizadas anualmente no Brasil, refletindo a gravidade do problema.

Bruno Silva, que teve sua saúde exposta por sua ex-esposa Andressa Marinho, enfrentou não apenas os efeitos físicos da cirurgia, mas também questões pessoais em seu casamento, que terminou após oito anos. Marinho relatou traições e agressões, destacando o impacto emocional que a doença e a cirurgia tiveram em sua vida conjugal.

Impactos na Vida Sexual

Apesar das dificuldades, a vida sexual pode ser preservada em alguns casos, desde que o corpo cavernoso, responsável pela ereção, seja mantido. Roni Fernandes afirma que a libido geralmente não é afetada, pois depende de fatores hormonais e psicológicos. A ejaculação e o orgasmo também costumam ser preservados, mas o impacto na autoimagem e o medo da rejeição sexual são preocupações comuns.

Os especialistas recomendam apoio psicológico e terapia sexual para ajudar os pacientes a lidarem com as mudanças. Além disso, existem procedimentos cirúrgicos que podem aumentar o comprimento do pênis após amputações parciais, oferecendo uma alternativa para aqueles que buscam recuperar a funcionalidade sexual.

Cirurgias e Adaptações

A penectomia total, que envolve a remoção completa do pênis, é uma opção para casos de câncer avançado, mas traz ainda mais desafios emocionais e limitações na vida sexual. O oncologista José Maurício Mota, da Oncologia D’Or, ressalta que técnicas cirúrgicas e acompanhamento emocional são essenciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A situação de Bruno Silva e os dados alarmantes sobre amputações no Brasil destacam a necessidade de maior conscientização sobre a saúde urológica e a importância do suporte emocional para aqueles que enfrentam o câncer.

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