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Brasil e países vizinhos se mobilizam para combater a tuberculose nas Américas

Parlamentares da América do Sul se unem para discutir estratégias e investimentos no combate à tuberculose até 2030

Foto: Reprodução
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  • O Ministério da Saúde do Brasil recebeu uma comitiva de parlamentares do Uruguai, Paraguai e Peru em Brasília para discutir a eliminação da tuberculose até 2030.
  • O Brasil concentra um terço dos casos de tuberculose nas Américas, com cerca de 85 mil novos diagnósticos e seis mil mortes anuais.
  • A reunião abordou o fortalecimento do Programa Brasil Saudável e a ampliação de investimentos, que somam R$ 100 milhões anuais para vigilância e controle da doença.
  • A coordenadora-geral da Vigilância da Tuberculose, Fernanda Dockhorn, destacou a relação da doença com desigualdades sociais e a importância do tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
  • Inovações tecnológicas, como raio-X portátil e softwares de inteligência artificial, foram discutidas como estratégias para o combate à tuberculose.

O Ministério da Saúde do Brasil recebeu, nesta terça-feira (26), uma comitiva de parlamentares do Uruguai, Paraguai e Peru para discutir a eliminação da tuberculose até 2030. O encontro, realizado em Brasília, visa acelerar o cumprimento das metas globais e nacionais de combate à doença.

O Brasil concentra um terço dos casos de tuberculose nas Américas, com cerca de 85 mil novos diagnósticos e seis mil mortes anuais. O país é considerado prioritário pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no enfrentamento da tuberculose. Durante a reunião, foram abordados temas como o fortalecimento do Programa Brasil Saudável e a ampliação de investimentos, que atualmente somam R$ 100 milhões anuais para ações de vigilância e controle da doença.

Desigualdades e Vulnerabilidades

A tuberculose é um grave problema de saúde pública, especialmente entre populações vulneráveis, como pessoas em situação de rua, indígenas e migrantes. A coordenadora-geral da Vigilância da Tuberculose, Fernanda Dockhorn, destacou que a doença está ligada a desigualdades sociais e que a resposta deve ser uma questão de justiça social. Apesar do tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o impacto social e econômico da doença é significativo.

Inovações tecnológicas também foram discutidas, como o uso de raio-X portátil e softwares de inteligência artificial para rastreamento de casos. O esquema encurtado de tratamento preventivo, conhecido como 1HP, foi mencionado como uma estratégia eficaz para o combate à tuberculose.

Colaboração Regional

O diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e ISTs, Draurio Barreira, enfatizou a importância da troca de experiências entre os países da região. Ele afirmou que a visita reforça o papel de liderança do Brasil na saúde pública e na articulação política internacional, alinhando-se à estratégia End TB da OMS e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

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