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Mudar a maneira de caminhar reduz a dor da artrite no joelho

Mudança na marcha da caminhada oferece alívio significativo para dor da osteoartrite no joelho e pode preservar a cartilagem afetada

Emily Miller, pesquisadora de pós-doutorado no Laboratório de Bioengenharia do Movimento da Universidade de Utah, caminha em um laboratório de captura de movimento (Foto: Dan Hixson/Universidade de Utah)
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  • Um estudo da Universidade de Utah revelou que mudar a marcha da caminhada pode aliviar a dor da osteoartrite no joelho.
  • A pesquisa envolveu sessenta e oito adultos com osteoartrite leve a moderada, que foram treinados para ajustar a posição dos pés durante a caminhada.
  • Os participantes que mudaram a marcha relataram redução significativa da dor, com efeitos semelhantes aos de analgésicos.
  • Exames de ressonância magnética mostraram que a deterioração da cartilagem foi mais lenta entre os que participaram do treinamento.
  • Os pesquisadores planejam desenvolver um “sapato inteligente” e uma análise de marcha via smartphone para facilitar o treinamento fora do laboratório.

Um estudo recente revelou que mudar a marcha da caminhada pode aliviar a dor da osteoartrite no joelho, com resultados comparáveis aos de analgésicos. A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade de Utah, sugere que essa técnica pode também retardar a deterioração da cartilagem.

Os pesquisadores treinaram 68 adultos com osteoartrite leve a moderada para ajustar a posição dos pés durante a caminhada, apontando-os ligeiramente para dentro ou para fora. Essa alteração na marcha redistribui a carga sobre os joelhos, aliviando a dor. Scott Uhlrich, diretor do Laboratório de Bioengenharia do Movimento, destacou que essa abordagem oferece esperança para os pacientes, pois novos tratamentos estão surgindo.

Após um ano de acompanhamento, os participantes que mudaram sua marcha relataram uma redução significativa na dor, semelhante ao efeito de medicamentos vendidos sem receita. Além disso, exames de ressonância magnética mostraram que a deterioração da cartilagem foi mais lenta entre os que participaram do treinamento.

Métodos do Estudo

O estudo envolveu 1.582 voluntários, dos quais 68 foram selecionados para a intervenção. Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu treinamento personalizado para ajustar a marcha, enquanto o outro manteve sua forma habitual de caminhar. Durante seis semanas, os participantes caminharam em uma esteira sensível à pressão, recebendo feedback em tempo real sobre sua postura.

Os resultados indicaram que a mudança na marcha não apenas aliviou a dor, mas também pode ser uma alternativa viável às joelheiras e aos anti-inflamatórios, que podem causar efeitos colaterais indesejados. Uhlrich enfatizou a importância de um tratamento que preserve a articulação sem depender de medicamentos.

Futuro da Pesquisa

Embora os resultados sejam promissores, os pesquisadores alertam que mais estudos são necessários antes que essa técnica possa ser amplamente aplicada em clínicas. Uhlrich e sua equipe estão explorando o desenvolvimento de um “sapato inteligente” e uma análise de marcha via smartphone, que poderiam facilitar o treinamento fora do ambiente de laboratório. O objetivo é tornar essa abordagem acessível a todos, permitindo que mais pessoas se beneficiem de uma marcha ajustada para aliviar a dor da osteoartrite.

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