- Em 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com a meta de universalizar serviços de água e saneamento até 2030.
- Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Unicef, divulgado em 26 de setembro de 2023, indica que 2,1 bilhões de pessoas ainda não têm acesso a água potável segura.
- Globalmente, a cobertura de água potável aumentou de 68% para 74% desde 2015, mas 1 em cada 4 pessoas ainda carece desse recurso.
- No Brasil, a cobertura de água potável segura é alta, atingindo 99% nas áreas urbanas e 98% nas rurais, mas o saneamento ainda apresenta desafios, com apenas 55% de cobertura.
- A gestão privada do setor de saneamento no Brasil cresceu 525% nos últimos seis anos, abrangendo 32,7% dos municípios, impulsionada pelo Marco do Saneamento de 2020.
Em 2015, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, visando a universalização de serviços de água e saneamento até 2030. Contudo, um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Unicef, divulgado em 26 de setembro de 2023, revela que 2,1 bilhões de pessoas ainda carecem de acesso a água potável segura.
O estudo, intitulado “Progresso no Abastecimento de Água Potável e Saneamento Domiciliar 2000–2024: foco especial em desigualdades”, destaca que, embora a cobertura de água potável segura tenha aumentado globalmente de 68% para 74% desde 2015, 1 em cada 4 pessoas ainda não tem acesso a esse recurso essencial. Entre elas, 696 milhões não têm acesso ao nível básico de água, e 106 milhões utilizam fontes superficiais não tratadas.
Desigualdades Regionais
A situação é particularmente crítica na África, onde 28 países enfrentam condições alarmantes, com 1 em cada 4 pessoas sem acesso ao patamar básico de água. No Brasil, a cobertura de água potável segura é alta, alcançando 99% nas áreas urbanas e 98% nas rurais. No entanto, o saneamento ainda apresenta desafios significativos.
Globalmente, a cobertura de saneamento seguro aumentou de 48% para 58%. No Brasil, esse índice subiu de 47% para 55%, com 44% dos dejetos sendo tratados em estações de esgoto. Em comparação, o Chile apresenta uma gestão segura de 95% da população, com 89% de tratamento.
Mudanças no Setor
Após anos de controle estatal, o Brasil começa a ver mudanças significativas. A gestão privada do setor de saneamento cresceu 525% nos últimos seis anos, abrangendo 32,7% dos municípios. Essa transformação é impulsionada pelo Marco do Saneamento de 2020, que visa melhorar a eficiência e a cobertura dos serviços.
Com apenas cinco anos até o prazo final dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a necessidade de ações urgentes e eficazes se torna cada vez mais evidente. O relatório da OMS e da Unicef ressalta a importância de abordar as desigualdades no acesso à água e ao saneamento, um direito humano fundamental.
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