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SUS define critérios para tratamentos de obesidade disponíveis à população

Entidades médicas pressionam por revisão da decisão da Conitec sobre liraglutida e semaglutida, destacando impacto na saúde pública

Nelson R. de Lima Filho (Foto: Reprodução)
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  • Entidades médicas criticaram o parecer da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) que não recomenda a inclusão de liraglutida e semaglutida ao SUS.
  • A decisão da Conitec se baseou em restrições orçamentárias e no alto custo dos medicamentos.
  • A farmacêutica Novo Nordisk, responsável pelos medicamentos, afirmou que a análise não considerou a relação custo-efetividade dos tratamentos.
  • Críticos argumentam que a omissão prejudica a avaliação do impacto positivo que esses medicamentos poderiam ter na saúde pública.
  • A discussão sobre a incorporação reflete o desafio de equilibrar inovação no tratamento da obesidade com as limitações financeiras do sistema de saúde.

Entidades médicas manifestaram descontentamento no último sábado (23) com o parecer da Conitec, que recomendou a não incorporação das canetas emagrecedoras de liraglutida e semaglutida ao SUS. O órgão do Ministério da Saúde justificou sua decisão com base em restrições orçamentárias, considerando o alto custo dos medicamentos.

A farmacêutica Novo Nordisk, que desenvolve as canetas, teve acesso antecipado ao parecer e destacou que a análise da Conitec não levou em conta a relação custo-efetividade dos tratamentos. Para os críticos, essa omissão compromete a avaliação do impacto positivo que esses medicamentos poderiam ter na saúde pública, especialmente em um contexto onde a obesidade é uma preocupação crescente.

Atualmente, o SUS oferece diversos tratamentos para a obesidade, mas a inclusão de novas tecnologias requer uma análise detalhada dos custos e benefícios. A discussão sobre a incorporação de liraglutida e semaglutida reflete um dilema enfrentado por gestores de saúde: como equilibrar a inovação no tratamento com as limitações orçamentárias.

As reações ao parecer da Conitec evidenciam a necessidade de um debate mais amplo sobre a acessibilidade a tratamentos eficazes para a obesidade no Brasil. A pressão por uma revisão dessa decisão pode intensificar, à medida que mais profissionais de saúde e pacientes se manifestam em favor da inclusão desses medicamentos no sistema público.

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