- Pesquisadores da Universidade Martin Luther de Halle-Wittenberg e da Universidade de Münster identificaram mudanças anatômicas no cérebro de pacientes após terapia cognitivo-comportamental (TCC) para depressão.
- O estudo envolveu trinta indivíduos com depressão aguda e mostrou aumento de substância cinzenta na amígdala e no hipocampo.
- A pesquisa utilizou ressonância magnética estrutural antes e depois de vinte sessões de TCC.
- Nove pacientes não apresentaram sintomas depressivos após a terapia.
- Os cientistas destacaram que as alterações cerebrais podem servir como biomarcador para os efeitos da psicoterapia.
Pesquisadores da Universidade Martin Luther de Halle-Wittenberg (MLU) e da Universidade de Münster descobriram, pela primeira vez, mudanças anatômicas específicas no cérebro de pacientes após a terapia cognitivo-comportamental (TCC) para depressão. O estudo, que envolveu 30 indivíduos com depressão aguda, revelou um aumento de substância cinzenta na amígdala e no hipocampo, correlacionando essas alterações com a redução dos sintomas depressivos.
Os cientistas utilizaram ressonância magnética estrutural para examinar os cérebros dos participantes antes e depois de 20 sessões de TCC. Nove dos 30 pacientes apresentaram quase nenhum sintoma depressivo após a terapia. A análise incluiu também um grupo de controle com 30 indivíduos saudáveis, permitindo uma comparação clara dos resultados.
Ronny Redlich, chefe do Departamento de Psicologia Biológica e Clínica da MLU, destacou que a TCC é reconhecida por suas mudanças positivas nos padrões de pensamento e comportamento. Ele afirmou que, embora já existam evidências de alterações cerebrais em tratamentos com medicamentos, este estudo fornece um biomarcador confiável para os efeitos da psicoterapia.
A psicóloga Esther Zwiky, da MLU, observou um aumento significativo no volume de substância cinzenta na amígdala esquerda e no hipocampo anterior direito. Essa descoberta sugere que indivíduos com maior aumento de substância cinzenta na amígdala também apresentaram uma redução mais acentuada na desregulação emocional, reforçando a eficácia da TCC no tratamento da depressão.
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