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Ministério da Saúde oferece atendimento especializado aos indígenas Zo’é no Pará

Ministério da Saúde e ONG Zoé promovem cirurgias inédito na Terra Indígena Zo’é, garantindo atendimento especializado e humanizado até 31 de agosto

Foto: Reprodução
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  • O Ministério da Saúde e a ONG Zoé realizam até 31 de agosto cirurgias de colecistectomia por videolaparoscopia na Terra Indígena Zo’é, em Óbidos (PA).
  • A ação, inédita na região, atende os 343 membros da etnia com foco em um atendimento especializado e humanizado.
  • A iniciativa foi solicitada pela Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena do DSEI Guamá-Tocantins e pelo Conselho de Líderes Zo’é, em parceria com a Fundação Dieter Morszeck.
  • A equipe de dez profissionais, incluindo médicos e enfermeiros, garante um atendimento seguro e culturalmente sensível, evitando a remoção de pacientes.
  • Nos últimos cinco anos, o povo Zo’é teve avanços significativos em saúde, com apenas três óbitos registrados e cobertura vacinal de 100% entre indígenas acima de cinco anos.

O Ministério da Saúde e a ONG Zoé estão realizando, até 31 de agosto, uma ação pioneira na Terra Indígena Zo’é, localizada em Óbidos (PA). Esta iniciativa oferece cirurgias de colecistectomia por videolaparoscopia, um procedimento inédito no território, que visa garantir atendimento especializado e humanizado aos 343 membros da etnia.

A ação, solicitada pela Equipe Multidisciplinar de Saúde Indígena do DSEI Guamá-Tocantins e pelo Conselho de Líderes Zo’é, é realizada em parceria com a Fundação Dieter Morszeck. A equipe, composta por dez profissionais, incluindo médicos e enfermeiros, assegura um atendimento seguro e culturalmente sensível, evitando a remoção de pacientes e os riscos de contaminação.

Avanços na Saúde Indígena

De acordo com Putira Sacuena, diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena, essa ação representa um compromisso do Ministério em oferecer saúde que respeite a cultura indígena. “Ao levar procedimentos de alta complexidade ao território, garantimos dignidade e segurança para que esse povo continue vivendo com saúde e autonomia”, afirmou.

Nos últimos cinco anos, o povo Zo’é apresentou avanços significativos em seus indicadores de saúde. Foram registrados apenas três óbitos, e até o momento, em 2025, não houve novas ocorrências. A cobertura vacinal entre indígenas acima de cinco anos alcança 100%, evidenciando a eficácia das ações de imunização na região.

Contexto Histórico

O contato oficial do povo Zo’é com a sociedade brasileira começou na década de 1980, quando a Funai iniciou ações de proteção e acompanhamento. Desde então, políticas específicas têm sido implementadas para preservar a saúde, o território e a cultura dessa população, focando na redução dos impactos negativos do contato e na manutenção de sua autonomia.

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