- A maior biofábrica de Wolbachia do mundo foi inaugurada no Brasil.
- A instalação permitirá a produção de 100 milhões de ovos de mosquitos por semana.
- O método visa combater arboviroses como dengue e Zika, alcançando 140 milhões de pessoas em 40 municípios.
- A tecnologia envolve a inserção da bactéria Wolbachia em mosquitos Aedes aegypti, que não transmitem doenças.
- Cidades como Natal, Uberlândia e Presidente Prudente devem implementar a tecnologia ainda este ano.
O método Wolbachia, uma tecnologia já estabelecida no Brasil para combater arboviroses como dengue e Zika, ganhou um novo impulso com a inauguração da maior biofábrica de Wolbachia do mundo. A instalação, fruto de uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Fiocruz e outras instituições, permitirá a produção de 100 milhões de ovos de mosquitos por semana, ampliando o alcance do método para 140 milhões de pessoas em 40 municípios.
A tecnologia consiste na inserção da bactéria Wolbachia em mosquitos Aedes aegypti, o que impede a replicação de vírus como dengue e Zika dentro do inseto. Os mosquitos, conhecidos como Wolbitos, não são transgênicos e não transmitem doenças a humanos ou mamíferos. Com a liberação dos Wolbitos no ambiente, eles se reproduzem com mosquitos selvagens, criando uma nova geração com menor capacidade de transmissão de arboviroses.
Expansão do Método
Antes da inauguração da biofábrica, o método já havia demonstrado resultados positivos em cidades como Niterói (RJ), onde os casos de dengue foram reduzidos em 88,8%. Com a nova capacidade de produção, cidades como Natal (RN), Uberlândia (MG) e Presidente Prudente (SP) estão programadas para implementar a tecnologia ainda este ano.
A Wolbachia já é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e foi adotada em 14 países. A ampliação da biofábrica representa um avanço significativo na luta contra arboviroses, oferecendo uma solução sustentável e eficaz para o controle das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.
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