- O Kisunla (donanemabe), novo tratamento para a doença de Alzheimer, será oferecido em clínicas particulares no Brasil a partir de setembro.
- O custo do medicamento pode ultrapassar R$ 30 mil por mês e não há previsão de cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
- O anticorpo monoclonal atua na eliminação das placas de beta-amiloide no cérebro e pode reduzir em até 35% a progressão da doença.
- A Dasa, uma das primeiras instituições a disponibilizar o tratamento, realizará infusões mensais com acompanhamento médico rigoroso.
- Apesar dos resultados promissores, o Kisunla apresenta riscos, incluindo hemorragias e edemas cerebrais, exigindo monitoramento contínuo.
O novo tratamento para a doença de Alzheimer, Kisunla (donanemabe), começará a ser disponibilizado em clínicas particulares no Brasil. O medicamento, que pode custar mais de R$ 30 mil por mês, foi aprovado pela Anvisa em abril de 2023 e é indicado para pacientes em estágios iniciais da doença.
O Kisunla é um anticorpo monoclonal que atua na eliminação das placas de beta-amiloide no cérebro, uma característica da doença. Os pacientes que utilizam o medicamento podem experimentar uma redução de até 35% na progressão clínica da doença em comparação com aqueles que recebem placebo, resultando em um atraso de aproximadamente 4,4 meses no declínio cognitivo.
Disponibilidade e Acompanhamento
A partir de setembro, a Dasa será uma das primeiras instituições a oferecer o Kisunla nas unidades do Alta Diagnósticos em São Paulo e no Rio de Janeiro. O tratamento exige acompanhamento médico rigoroso, com infusões mensais que duram cerca de 30 minutos, seguidas de observação. O neurologista Diogo Haddad destaca que o medicamento já demonstrou resultados promissores, mas é crucial a seleção criteriosa dos pacientes.
Os pacientes devem estar em um estágio leve da doença e não apresentar genes que aumentem o risco de efeitos colaterais. Exames para confirmar a presença das placas amiloides no cérebro são necessários, mas nem sempre estão disponíveis no Brasil.
Riscos e Efeitos Colaterais
Embora o Kisunla represente um avanço no tratamento do Alzheimer, ele não está isento de riscos. Efeitos colaterais significativos, como hemorragias e edemas cerebrais, foram observados em estudos clínicos, incluindo casos de óbitos. O neurologista Ivan Okamoto ressalta a importância de um acompanhamento contínuo, com ressonâncias magnéticas periódicas para monitorar a saúde dos pacientes.
A introdução do Kisunla no Brasil marca um passo importante na busca por tratamentos eficazes para a doença de Alzheimer, que há muito tempo carece de inovações significativas.
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