- A enfermeira Vanessa Cavalcante Miranda Beu, de 45 anos, foi diagnosticada com câncer colorretal em estágio 4 em 2020.
- O diagnóstico ocorreu após sentir desconforto abdominal e falta de apetite, sem sintomas clássicos.
- Vanessa já passou por 108 sessões de quimioterapia e enfrenta metástase nos pulmões, exigindo tratamento contínuo.
- Ela atua como voluntária no Oncoguia, orientando pacientes recém-diagnosticados e compartilhando sua experiência nas redes sociais.
- A oncologista Maria Ignez Braghiroli explica que o câncer pode ser considerado crônico quando a progressão é controlada, mesmo sem cura definitiva.
Desde 2020, a enfermeira Vanessa Cavalcante Miranda Beu, de 45 anos, vive com câncer colorretal em estágio 4. Diagnosticada após sentir um leve desconforto abdominal, ela já passou por 108 sessões de quimioterapia e não tem previsão de interromper o tratamento. A metástase nos pulmões transformou sua condição em uma doença crônica, exigindo controle contínuo.
O diagnóstico veio de forma inesperada. Sem apresentar sintomas clássicos, como sangramento, Vanessa buscou atendimento médico devido à falta de apetite, que atribuía ao estresse do trabalho na UTI durante a pandemia. Após exames, foi submetida a uma cirurgia que retirou 27 centímetros do intestino, revelando um adenocarcinoma. A aceitação do diagnóstico foi facilitada por sua experiência em terapia, que já durava mais de uma década.
Atualmente, a enfermeira realiza ciclos de quimioterapia a cada 15 dias, totalizando 50 horas de tratamento, entre hospital e casa. Apesar das limitações e efeitos colaterais, como náuseas e sonolência, ela encontrou novos propósitos no voluntariado. Desde três anos, Vanessa atua no Oncoguia, onde orienta pacientes recém-diagnosticados e compartilha sua história nas redes sociais.
A oncologista Maria Ignez Braghiroli, da rede D’Or em São Paulo, explica que o câncer pode ser considerado crônico quando a progressão é controlada, mesmo sem cura definitiva. Os avanços na oncologia têm permitido que alguns tipos de câncer se tornem doenças crônicas, com tratamentos mais eficazes e direcionados. A manutenção contínua é essencial para evitar a progressão da doença, semelhante ao manejo de condições como hipertensão e diabetes.
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