- Um estudo na Espanha indica que a combinação da dieta mediterrânea com redução calórica e aumento da atividade física pode diminuir em 31% o risco de diabetes tipo 2 em adultos mais velhos.
- A pesquisa acompanhou cerca de 5.000 participantes com idades entre 55 e 75 anos, todos com sobrepeso ou obesidade e síndrome metabólica, mas sem histórico de diabetes ou doenças cardiovasculares.
- Os resultados, publicados em 25 de setembro no periódico The Annals of Internal Medicine, mostram que os participantes que seguiram a dieta, reduziram a ingestão calórica e se exercitaram regularmente tiveram menor probabilidade de desenvolver diabetes após seis anos.
- O grupo de intervenção perdeu, em média, 3,2 quilos e reduziu a circunferência da cintura em 3,6 centímetros, enquanto o grupo controle teve resultados inferiores.
- A pesquisa destaca a importância de intervenções dietéticas e comportamentais em longo prazo, sugerindo que a combinação de dieta, exercício e perda de peso pode reduzir a resistência à insulina e a inflamação.
Novas evidências indicam que a combinação da dieta mediterrânea com redução calórica e aumento da atividade física pode reduzir em 31% o risco de diabetes tipo 2 em adultos mais velhos. Um estudo realizado na Espanha acompanhou cerca de 5.000 participantes com idades entre 55 e 75 anos, todos com sobrepeso ou obesidade e síndrome metabólica, mas sem histórico de diabetes ou doenças cardiovasculares.
Os resultados, publicados no dia 25 de setembro no periódico *The Annals of Internal Medicine*, mostram que aqueles que seguiram a dieta mediterrânea, reduziram a ingestão calórica e se exercitaram regularmente apresentaram uma probabilidade significativamente menor de desenvolver diabetes após seis anos. A dieta enfatiza o consumo de frutas, vegetais, grãos integrais, nozes, azeite de oliva e peixe.
Os participantes do grupo de intervenção perderam, em média, 3,2 kg e reduziram a circunferência da cintura em 3,6 cm, enquanto o grupo controle, que recebeu apenas orientação sobre a dieta, teve resultados muito inferiores. A pesquisa destaca que mesmo uma perda de peso modesta pode impactar o risco de diabetes, conforme afirma Miguel Ángel Martínez-González, professor de saúde pública da Universidade de Navarra.
O estudo também reforça a importância de intervenções dietéticas e comportamentais em longo prazo. Os participantes do grupo de intervenção tiveram contato regular com nutricionistas, o que pode ter contribuído para a adesão às mudanças de hábitos. A pesquisa sugere que a combinação de dieta, exercício e perda de peso pode reduzir a resistência à insulina e a inflamação, fatores que aumentam o risco de diabetes.
Esses achados se somam a um corpo crescente de evidências que relacionam padrões alimentares e atividade física à prevenção de doenças crônicas, incluindo diabetes e doenças cardiovasculares.
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