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Médicos da Prevent Senior enfrentam processos após denúncias de irregularidades

Denúncias contra a Prevent Senior seguem sem desfecho, enquanto familiares de vítimas clamam por justiça e responsabilização dos dirigentes

Fachada do hospital da Prevent Senior em São Paulo (Foto: Reprodução)
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  • Quatro anos após as denúncias contra a Prevent Senior, nenhum acusado foi responsabilizado e médicos denunciantes enfrentam processos judiciais.
  • O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ofereceu denúncia contra dez dirigentes da operadora por homicídio culposo, mas o processo não avança.
  • A operadora desistiu de ações contra denunciantes, mas as investigações continuam.
  • Em junho de 2024, o MP-SP denunciou a cúpula da Prevent, incluindo os donos Eduardo e Fernando Parrillo, por homicídio culposo e outros crimes.
  • As investigações revelaram que a operadora administrou medicamentos inadequados a pacientes, resultando em mortes e caracterizando homicídio culposo.

Quatro anos após as denúncias contra a Prevent Senior, a situação permanece sem avanços significativos. Nenhum dos acusados foi responsabilizado, enquanto médicos denunciantes enfrentam processos judiciais. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ofereceu denúncia contra dez dirigentes da operadora por homicídio culposo, mas o processo não avança, gerando frustração entre familiares de vítimas.

Walter Correa de Souza Neto, um dos principais denunciantes, expressou sua indignação: “A revolta amarga ainda me consome”. Ele enfrenta um processo aberto pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que o acusa de vazamento de prontuário, uma alegação que ele nega. Enquanto isso, familiares de pacientes que faleceram sob os cuidados da Prevent aguardam justiça. Kátia Castilho, cuja mãe morreu após tratamentos considerados ilegais, afirmou: “Nossa vida parou, a nossa família foi destruída”.

A Prevent Senior nega irregularidades e afirma que confia na absolvição de seus profissionais. O CFM, por sua vez, não se manifesta sobre processos em andamento. As denúncias surgiram em reportagens de 2021 e foram amplamente investigadas pela CPI da Covid, que concluiu que a operadora atuou em conluio com o “Gabinete Paralelo” do Ministério da Saúde.

Avanços nas Investigações

Em junho de 2024, o MP-SP denunciou a cúpula da Prevent, incluindo os donos Eduardo e Fernando Parrillo, por homicídio culposo e outros crimes. No entanto, o processo está em segredo de Justiça e enfrenta dificuldades, como a localização dos réus. Kátia Castilho questiona a lentidão do processo: “Isso tudo me leva a crer que estão querendo ganhar tempo para que o processo prescreva”.

As investigações revelaram que a operadora administrou medicamentos inadequados a pacientes, resultando em mortes. O MP identificou que, em sete casos analisados, a medicação indevida contribuiu para os óbitos, caracterizando homicídio culposo. Além disso, o MPF e o MP-SP ajuizaram uma ação trabalhista exigindo R$ 940 milhões em indenização por danos morais coletivos, após ouvir 57 profissionais e analisar 37 mil documentos.

Denúncias e Consequências

Os promotores também identificaram práticas de assédio moral contra médicos, que eram forçados a prescrever medicamentos ineficazes. A investigação revelou que muitos profissionais trabalharam enquanto estavam infectados com Covid-19, com a permissão da Prevent. Walter Correa, alvo de processos, destaca a falta de provas contra ele, enquanto a operadora desistiu de ações judiciais contra denunciantes.

O caso da Prevent Senior continua a gerar repercussão e indignação, com familiares de vítimas clamando por justiça e responsabilização. A luta por um desfecho que traga alívio emocional e psicológico para os afetados permanece em aberto.

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