Os Estados Unidos concluíram a ofensiva militar contra o Irã após atingir cerca de 90 alvos estratégicos, informou o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM) na noite desta quarta-feira (9). Em resposta, o Irã lançou ataques contra bases militares americanas no Bahrein e no Kuwait, ampliando a escalada do conflito no Oriente Médio. […]
Os Estados Unidos concluíram a ofensiva militar contra o Irã após atingir cerca de 90 alvos estratégicos, informou o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM) na noite desta quarta-feira (9). Em resposta, o Irã lançou ataques contra bases militares americanas no Bahrein e no Kuwait, ampliando a escalada do conflito no Oriente Médio.
Segundo o CENTCOM, a operação americana teve como alvo sistemas de defesa aérea, radares costeiros, depósitos de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura logística ao longo da costa iraniana.
Após os bombardeios, sirenes de alerta foram acionadas no Bahrein, enquanto o Kuwait mobilizou seus sistemas de defesa para interceptar mísseis e drones disparados pelo Irã. As autoridades kuwaitianas orientaram a população a permanecer em locais seguros e evitar áreas onde houvesse destroços das interceptações.
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A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou que os ataques foram uma retaliação direta à ofensiva americana. Até o momento, não há informações oficiais sobre vítimas ou danos significativos nas bases atingidas.
A troca de ataques ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Washington e Teerã. Horas antes da ofensiva, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que considerava encerrado o memorando de entendimento firmado entre os dois países em junho e afirmou que os EUA poderiam realizar novos ataques caso o Irã voltasse a ameaçar embarcações no Estreito de Ormuz.
Trump também voltou a defender a “desnuclearização do Irã” e fez novas ameaças ao governo iraniano. Segundo o presidente americano, qualquer novo ataque contra interesses dos Estados Unidos será respondido de forma desproporcional.
“Nós acabamos de atingi-los com muita força. Cada vez que eles nos atingirem, nós vamos atingi-los 20 vezes”, afirmou.
Do lado iraniano, o governo acusou Washington de romper unilateralmente o acordo firmado entre os dois países. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, disse que os Estados Unidos violaram os compromissos previstos no memorando ao realizar novos bombardeios e afirmou que o Irã continuará defendendo sua soberania.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, também criticou a postura americana e afirmou que o país responderá a novas ações militares. Em publicação nas redes sociais, declarou que “a América ainda não aprendeu que intimidação e quebra de promessas têm consequências” e advertiu que qualquer ataque receberá uma resposta.
Esta foi a segunda troca de ataques em dois dias. A atual escalada começou após os Estados Unidos bombardearem alvos no sul do Irã em resposta ao que classificaram como ataques iranianos contra petroleiros que navegavam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
O aumento das hostilidades também provocou reflexos no mercado internacional de energia. Desde o início dos confrontos, os preços do petróleo registram forte alta diante das preocupações com possíveis interrupções no fluxo de petróleo pela região.
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