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Pimenta se destaca em pesquisas que promovem avanços na saúde pública

Consumo regular de pimentas, como a malagueta, pode proteger o coração e reduzir inflamações, segundo estudos recentes.

Capsaicina, substância responsável pela ardência das pimentas vermelhas, destacando suas propriedades para a saúde (Foto: Reprodução)
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  • Estudos recentes mostram que o consumo regular de pimentas, especialmente a malagueta, pode reduzir o risco de problemas cardiovasculares.
  • A pesquisa, publicada no periódico International Journal for Vitamin and Nutrition Research, destaca os benefícios antioxidantes e anti-inflamatórios das pimentas.
  • Pimentas como a pimenta-preta e o jalapeño contêm compostos que protegem o endotélio das artérias e favorecem a circulação sanguínea.
  • Outra pesquisa, publicada na revista Molecules, indica que a piperina e a capsaicina ajudam a proteger contra a síndrome metabólica.
  • Apesar dos benefícios, o consumo de pimentas pode não ser indicado para pessoas com gastrite ou hemorroidas.

Os estudos recentes revelam que o consumo regular de pimentas, especialmente a malagueta, pode reduzir o risco de problemas cardiovasculares. Publicado no periódico International Journal for Vitamin and Nutrition Research, o estudo destaca os benefícios antioxidantes e anti-inflamatórios das pimentas.

As pimentas, como a pimenta-preta e o jalapeño, são amplamente utilizadas na culinária mundial. Elas contêm compostos como carotenoides, flavonoides e vitamina C, que atuam em sinergia para proteger o endotélio das artérias. Além disso, a malagueta pode favorecer a vasodilatação, melhorando a circulação sanguínea.

Outra pesquisa, publicada na revista Molecules, aponta que a piperina, da pimenta-preta, e a capsaicina, presente nas pimentas vermelhas, ajudam a proteger contra a síndrome metabólica, que envolve obesidade abdominal e alterações nas taxas de açúcar e colesterol. A nutróloga Isolda Prado, da Associação Brasileira de Nutrologia, ressalta a ação anti-inflamatória e antioxidante desses compostos.

Variedades e Propriedades

As pimentas pertencem ao gênero botânico Capsicum, originárias das Américas. A ardência das pimentas é medida pela escala Scoville, que varia conforme a espécie e as condições de cultivo. A Carolina Reaper é a mais ardida, com 2 milhões de unidades, enquanto a malagueta chega a 100 mil.

O consumo de pimentas pode provocar reações diferentes em cada pessoa. A nutricionista Andrea Esquivel, da Associação Paulista de Fitoterapia, explica que a sensibilidade à picância varia conforme a frequência de consumo. Em alguns países asiáticos, o uso de pimentas é comum desde a infância.

Cuidados e Recomendações

Embora as pimentas ofereçam diversos benefícios, elas não são indicadas para todos. Isolda alerta que podem desencadear sintomas em pessoas com gastrite ou hemorroidas. Para reduzir a ardência, recomenda-se retirar as sementes e a parte branca do fruto, onde a capsaicina se concentra.

As pimentas são versáteis e podem ser utilizadas em diversas preparações, desde pratos tradicionais até conservas. No entanto, é importante não exagerar na quantidade, pois o excesso pode ofuscar outros sabores.

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