- Uma em cada três crianças e adolescentes de 10 a 19 anos no Brasil apresenta excesso de peso, segundo levantamento recente.
- O estudo, que analisou dados do Sistema Único de Saúde (SUS), aponta um aumento de 9% no sobrepeso na última década.
- A obesidade infantil é um desafio global, e o Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou a cirurgia bariátrica para adolescentes a partir de 14 anos.
- Atualmente, 2,6 milhões de jovens estão com sobrepeso, com a Região Sul sendo a mais afetada, apresentando 37% nessa condição.
- O aumento do sobrepeso está relacionado ao consumo elevado de alimentos ultraprocessados e à vida sedentária, com muitos jovens passando horas em frente a telas.
Uma em cada três crianças e adolescentes de 10 a 19 anos no Brasil apresenta excesso de peso, segundo um levantamento recente. O estudo, que analisou dados do Sistema Único de Saúde (SUS), revela um aumento de 9% no sobrepeso nessa faixa etária nos últimos dez anos. Especialistas alertam que essa condição pode elevar o risco de doenças graves, como diabetes e doenças cardíacas.
O caso de Darlan Wagner, comerciante no Pará, ilustra essa realidade. Seu filho, que desenvolveu compulsão alimentar, pesava mais de 100 kg aos 13 anos e pediu aos pais a cirurgia bariátrica como presente de aniversário. A obesidade infantil é reconhecida como um desafio global, e no Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou a cirurgia bariátrica para adolescentes a partir de 14 anos, atendendo a uma demanda crescente.
Os dados mostram que 2,6 milhões de crianças e adolescentes estão com sobrepeso. A região Sul do Brasil é a mais afetada, com 37% dos jovens nessa condição, enquanto a região Norte apresenta o menor índice, com 27%. Os estados com maiores aumentos no sobrepeso incluem Ceará, Rondônia e Rio Grande do Norte, enquanto Roraima foi o único a registrar uma leve redução.
Causas e Consequências
A pesquisa indica que o aumento do sobrepeso está ligado ao consumo elevado de ultraprocessados e bebidas adoçadas. Entre os alimentos mais consumidos estão macarrão instantâneo e biscoitos recheados. A médica endocrinologista Maria Fernanda Barca destaca que a alimentação das crianças reflete os hábitos alimentares dos adultos, com uma oferta crescente de alimentos calóricos.
Além disso, a vida sedentária contribui para o problema. Muitos jovens passam horas em frente a telas, o que agrava a situação. A especialista Fernanda Soares ressalta que essa realidade pode pressionar os sistemas de saúde no futuro, uma vez que as doenças associadas à obesidade estão se manifestando cada vez mais cedo.
Darlan Wagner observa que os sinais de alerta sobre a saúde de seu filho foram sutis. O jovem, que passou a evitar sair de casa e a se isolar, enfrentou limitações físicas e problemas de saúde. Atualmente, ele recebe acompanhamento médico, psicológico e nutricional, evidenciando a necessidade de um tratamento multidisciplinar para lidar com a obesidade infantil.
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