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Cientistas pedem criação de estrutura independente para combate a pandemias no Brasil

Grupo de trabalho propõe estrutura independente para emergências de saúde, visando evitar novas crises sanitárias no Brasil

Margareth Dalcolmo participa de grupo de trabalho do Ministério da Saúde para propostas de enfrentamento de emergências em saúde pública (Foto: Reprodução)
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  • Um grupo de trabalho do Ministério da Saúde propôs a criação de uma nova estrutura independente para enfrentar futuras pandemias.
  • A iniciativa, liderada pela médica Margareth Dalcolmo, terá um custo estimado de R$ 200 milhões anuais.
  • O objetivo é fortalecer a capacidade do Brasil em emergências de saúde pública e evitar surpresas em crises sanitárias.
  • A proposta deve ser formalizada por meio de um projeto de lei ou medida provisória.
  • A nova estrutura busca garantir que o Brasil esteja preparado para enfrentar novos desafios, considerando também os danos ambientais.

Um grupo de trabalho do Ministério da Saúde propôs a criação de uma nova estrutura independente para enfrentar futuras pandemias, com um custo estimado de R$ 200 milhões anuais. A iniciativa, liderada pela médica Margareth Dalcolmo, visa fortalecer a capacidade do Brasil em emergências de saúde pública.

Durante um evento em São Paulo, Dalcolmo, que integra o grupo, explicou que a proposta não busca criar uma nova agência para competir com a Anvisa ou replicar o modelo do CDC dos Estados Unidos. O objetivo é estabelecer uma política de Estado que evite surpresas em futuras crises sanitárias. A criação desse grupo foi uma das primeiras ações do ministro Alexandre Padilha ao assumir o cargo.

O grupo, que inclui ex-ministros e especialistas, trabalhou por três meses para desenvolver a proposta. Segundo Dalcolmo, a nova estrutura deve ser formalizada por meio de um projeto de lei ou medida provisória. O impacto financeiro é considerado viável, representando uma fração do orçamento do Ministério da Saúde, que é de aproximadamente R$ 233 bilhões para 2025.

Desafios e Necessidades

A proposta surge em um contexto de crescente preocupação com a possibilidade de novas pandemias. Estudos indicam que o Brasil, devido à sua diversidade biológica e vulnerabilidade social, pode ser um potencial foco de doenças zoonóticas. Dalcolmo enfatizou que o país não pode ser pego desprevenido novamente, como ocorreu com a Covid-19.

Ela também destacou a importância de uma abordagem integrada, que considere os danos ambientais causados pela ação humana. A pesquisadora alertou que a degradação da Amazônia, por exemplo, pode aumentar o risco de novas epidemias. A nova estrutura proposta busca garantir que o Brasil esteja preparado para enfrentar esses desafios de forma eficaz e contínua.

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