- A exposição à radiação em exames de radiodiagnóstico é uma preocupação crescente, especialmente para profissionais da saúde.
- Estudos mostram que essa exposição, embora pequena, pode aumentar o risco de doenças graves, como câncer.
- A pesquisa SiNfONiA, financiada pela União Europeia, utiliza inteligência artificial para personalizar a dose de radiação, considerando fatores como peso e histórico médico dos pacientes.
- O projeto artEmis, também financiado pela União Europeia, busca prever terremotos por meio da detecção de radão, um gás radioativo.
- Pesquisadores da Universidade Sorbona desenvolveram um dispositivo que avalia rapidamente a integridade de materiais em centrais nucleares, melhorando a eficiência das inspeções.
A exposição à radiação em testes de radiodiagnóstico é uma preocupação crescente, especialmente para profissionais da saúde. Estudos indicam que essa exposição, embora pequena, pode aumentar o risco de doenças graves, como câncer. O professor John Damilakis, da Universidade de Creta, destaca a importância de controlar a dose de radiação recebida por cada paciente, já que valores médios podem não ser adequados para todos.
Para enfrentar essa questão, a pesquisa SiNfONiA, financiada pela União Europeia, utiliza inteligência artificial (IA) para personalizar a dose de radiação. Em vez de aplicar doses padrão, a IA determina a quantidade mínima necessária para cada paciente, considerando fatores como peso e histórico médico. Essa abordagem pode reduzir significativamente os riscos associados aos exames de imagem.
Inovações em Tecnologia Nuclear
Além da medicina, a IA está revolucionando outras áreas da tecnologia nuclear. O projeto artEmis, também financiado pela UE, busca prever terremotos através da detecção de radão, um gás radioativo liberado por movimentos tectônicos. Os pesquisadores pretendem instalar sensores no subsolo para identificar picos de radão antes de um sismo, permitindo previsões com semanas de antecedência.
A pesquisa em segurança nuclear também avança com o uso de IA. Um grupo da Universidade Sorbona desenvolveu um dispositivo que avalia rapidamente a integridade de polímeros em centrais nucleares. Esse equipamento, semelhante a uma pistola, pode determinar o tipo de material utilizado em proteções e selos, acelerando inspeções que antes eram demoradas.
Desafios e Oportunidades
Apesar dos avanços, os pesquisadores enfrentam desafios, como a transparência dos algoritmos de IA e a possibilidade de sesgos nos dados. Damilakis enfatiza a importância de compartilhar códigos entre pesquisadores para mitigar esses problemas. O objetivo é garantir que a tecnologia nuclear, aliada à IA, continue a evoluir, beneficiando áreas como saúde e segurança pública.
Essas iniciativas demonstram como a combinação de tecnologia nuclear e inteligência artificial pode transformar práticas em diversas áreas, promovendo segurança e eficiência. A pesquisa continua a ser financiada pelo programa Horizon da UE, refletindo o compromisso europeu com a inovação científica.
Entre na conversa da comunidade