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Infecção na garganta pode provocar síndrome de Pandas em crianças pequenas

A Lei Charlie busca garantir tratamento para a Síndrome de Pandas, mas o acesso à assistência médica continua sendo um desafio para muitas famílias

Charlie apresenta os primeiros sintomas da Síndrome de Pandas durante seu aniversário de 8 anos (Foto: Reprodução)
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  • A Síndrome de Pandas é uma condição rara que pode ocorrer após infecções estreptocócicas, causando sintomas neuropsiquiátricos súbitos em crianças.
  • Estudos recentes indicam que infecções como a Covid-19 podem agravar a síndrome.
  • O caso de um menino diagnosticado com Pandas após uma infecção em 2012 ilustra a gravidade da condição, que inclui tiques e alucinações.
  • A Lei Charlie, aprovada em Illinois, busca garantir cobertura para tratamentos de Pandas, mas o acesso ainda é difícil para muitas famílias.
  • Pesquisadores continuam a investigar a síndrome em busca de melhores diagnósticos e tratamentos, com iniciativas de conscientização em andamento.

A Síndrome de Pandas e Seus Desafios

A Síndrome de Pandas é uma condição rara que pode surgir após infecções estreptocócicas, resultando em sintomas neuropsiquiátricos súbitos em crianças. Recentemente, estudos indicam que outras infecções, como a Covid-19, podem agravar ou até desencadear os sintomas da síndrome, complicando o diagnóstico e o tratamento.

O caso de Charlie Drury, diagnosticado com Pandas após uma infecção de garganta em 2012, exemplifica a gravidade da condição. Durante sua festa de aniversário, Charlie apresentou comportamentos estranhos, como tiques e alucinações. Sua mãe, Kate Drury, ficou alarmada com a rápida deterioração da saúde do filho, que passou a ter dificuldades para dormir e se alimentar. Após um mês de incertezas, ele foi diagnosticado com Pandas, uma condição que causa manifestações súbitas de tiques e transtornos obsessivo-compulsivos.

Estudos sugerem que a prevalência da Síndrome de Pandas pode afetar uma em cada 11.800 crianças anualmente, com maior incidência em meninos antes da puberdade. A neuropsiquiatra infantil Shannon Delaney destaca o desespero dos pais ao verem seus filhos mudarem drasticamente de comportamento, sentindo que “parece que meu filho não está mais aqui”.

Tratamento e Acesso

O tratamento para Pandas é complexo e muitas vezes ineficaz, com muitos médicos não reconhecendo a condição. Um estudo revelou que 87% das crianças com Pans/Pandas enfrentaram dificuldades para acessar cuidados adequados. A falta de especialistas e a resistência de alguns profissionais em tratar a síndrome agravam a situação.

As abordagens terapêuticas incluem antibióticos, esteroides e, em casos mais graves, imunoglobulina intravenosa ou troca de plasma. A reumatologista pediátrica Jennifer Frankovich enfatiza que o tratamento precoce pode fazer uma diferença significativa. Contudo, muitos pacientes enfrentam efeitos colaterais severos de medicamentos psiquiátricos, levando a uma busca incessante por alternativas.

A ativista Kate Drury, após a experiência de seu filho, lutou pela aprovação da Lei Charlie em Illinois, que exige cobertura de tratamentos para Pans/Pandas. Apesar da legislação, Drury relata que ainda é difícil obter os cuidados necessários, refletindo a luta contínua de muitas famílias.

Avanços na Pesquisa

Pesquisadores continuam a investigar a Síndrome de Pandas, buscando entender melhor suas causas e tratamentos. O neuropatologista Brent Harris lidera um banco de cérebros que analisa casos de Pandas, na esperança de encontrar biomarcadores que possam facilitar o diagnóstico e o desenvolvimento de novas terapias.

A mãe de Louisa Johnson, que faleceu em 2021 após complicações da síndrome, fundou um fundo em homenagem à filha para financiar pesquisas e aumentar a conscientização sobre a condição. A luta por reconhecimento e tratamento adequado continua, com a esperança de que mais crianças não sofram as consequências devastadoras de uma infecção comum que pode levar a um quadro tão grave.

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