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Novo medicamento para Alzheimer é lançado no Brasil e promete avanços no tratamento

Kisunla, primeiro medicamento para Alzheimer em estágio inicial, chega ao Brasil com custo superior a R$ 8 mil e sem previsão para o SUS

Kisunla é apresentado como o primeiro medicamento no Brasil para retardar o Alzheimer inicial (Foto: Reprodução)
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  • O Kisunla (donanemabe) foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e será o primeiro medicamento disponível no Brasil para retardar a progressão do Alzheimer em estágio inicial.
  • O fármaco, desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, terá um custo que pode ultrapassar R$ 8 mil e estará disponível em clínicas e hospitais particulares, sem previsão para o Sistema Único de Saúde (SUS).
  • O Kisunla é um anticorpo monoclonal que atua na redução de placas beta-amiloide no cérebro e é o terceiro medicamento a alterar o curso da doença a longo prazo.
  • Estudos com 1.736 pacientes mostraram que doses de 700 mg e 1.400 mg a cada quatro semanas resultaram em menor progressão da doença em comparação ao placebo.
  • Os efeitos colaterais podem incluir mal-estar e tremores, e o monitoramento é essencial, especialmente para pacientes com o gene ApoE ε4, que têm maior risco de efeitos adversos.

O Kisunla (donanemabe), primeiro medicamento aprovado para retardar a progressão do Alzheimer em estágio inicial, começará a ser disponibilizado no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do fármaco em abril, que será encontrado em clínicas e hospitais particulares, sem previsão para o Sistema Único de Saúde (SUS). O custo pode ultrapassar R$ 8.000.

Desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, o Kisunla é um anticorpo monoclonal que atua na redução de placas beta-amiloide no cérebro. Este medicamento é o terceiro a alterar o curso da doença a longo prazo, após o Aducanumab, que não chegou ao Brasil, e o Lecanemab, que ainda não possui aprovação da Anvisa. Embora não trate sintomas como perda de memória, pode retardar a progressão da doença.

Os estudos realizados com 1.736 pacientes em oito países mostraram que o tratamento com doses de 700 mg e 1.400 mg a cada quatro semanas resultou em menor progressão da doença em comparação ao placebo. A farmacêutica informou que o investimento no desenvolvimento do Kisunla foi de US$ 8 bilhões (cerca de R$ 43,5 bilhões).

Efeitos Colaterais e Monitoramento

Os efeitos colaterais podem incluir mal-estar e tremores, geralmente leves e transitórios. No entanto, os médicos estão atentos às Amyloid Related Imaging Abnormalities (ARIA), que podem causar edema e hemorragias no cérebro. O neurologista Raphael Spera alerta que essas alterações, muitas vezes assintomáticas, exigem monitoramento rigoroso.

O medicamento não é recomendado para pacientes portadores do gene ApoE ε4, que apresentam maior risco de efeitos adversos. O acompanhamento médico é essencial, especialmente no início do tratamento, para garantir a segurança dos pacientes.

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