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Anvisa libera novo tratamento para câncer de ovário resistente à quimioterapia

Anvisa aprova mirvetuximabe soravtansina como primeira terapia para câncer de ovário resistente à platina, oferecendo nova esperança às pacientes

Medicamento é a única forma de tratamento para câncer de ovário resistente à quimioterapia (Foto: Reprodução)
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  • A Anvisa aprovou o mirvetuximabe soravtansina, conhecido como ELAHERE, como o primeiro tratamento direcionado para câncer de ovário resistente à platina.
  • A resolução foi publicada no Diário Oficial da União em 28 de setembro de 2023.
  • Pacientes com câncer de ovário que não respondem à quimioterapia baseada em platina geralmente têm opções limitadas, muitas vezes restritas a cuidados paliativos.
  • Um estudo de fase 3 mostrou que o novo medicamento reduziu em 35% o risco de progressão da doença e em 33% o risco de morte.
  • O medicamento também recebeu aprovações em outros países, como Estados Unidos e na União Europeia, onde a autorização deve ser concedida em 2024.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o mirvetuximabe soravtansina, comercializado como ELAHERE, como o primeiro tratamento direcionado para o câncer de ovário resistente à platina. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira, 28 de setembro de 2023.

Historicamente, pacientes com câncer de ovário que não respondiam à quimioterapia baseada em platina enfrentavam opções limitadas, muitas vezes restritas a cuidados paliativos. Fernando Mos, diretor médico da AbbVie Brasil, destacou que a aprovação do novo medicamento representa um avanço significativo, oferecendo uma alternativa eficaz para essas pacientes.

Estima-se que, entre 2023 e 2025, o Brasil registrará cerca de 7.310 novos casos de câncer de ovário por ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Mos enfatizou que a nova terapia atende a uma necessidade médica não atendida, proporcionando esperança em um cenário desafiador para as mulheres diagnosticadas com a doença.

Eficácia do Tratamento

Os resultados de um estudo de fase 3, publicado na New England Journal of Medicine, mostraram que o mirvetuximabe soravtansina reduziu em 35% o risco de progressão da doença em comparação a outras quimioterapias. Além disso, houve uma diminuição de 33% no risco de morte entre os pacientes tratados com o novo fármaco.

O medicamento também recebeu aprovações em outros países, incluindo os Estados Unidos e na União Europeia, onde a European Medicines Agency (EMA) deve conceder autorização em 2024. A introdução do mirvetuximabe soravtansina é vista como um passo importante na luta contra o câncer de ovário, oferecendo novas perspectivas para pacientes e profissionais de saúde.

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