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Cientistas revelam tratamento eficaz para a síndrome de Takotsubo e corações partidos

Estudo da Universidade de Aberdeen revela que terapia cognitivo-comportamental e exercícios físicos melhoram a recuperação em pacientes com cardiomiopatia de takotsubo

Coração partido em fundo branco (Foto: Reprodução)
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  • Pesquisadores da Universidade de Aberdeen realizaram um ensaio clínico sobre a cardiomiopatia de takotsubo, também chamada de síndrome do coração partido.
  • A condição é desencadeada por estresse emocional ou físico e afeta principalmente mulheres com idade média de 66 anos.
  • O estudo envolveu setenta e seis pacientes e testou a eficácia de doze semanas de terapia cognitivo-comportamental e exercícios físicos.
  • Os resultados mostraram que ambos os tratamentos melhoraram a recuperação cardíaca, aumentando a energia do coração e a distância percorrida em seis minutos pelos participantes.
  • Os dados sugerem benefícios a longo prazo, como redução de sintomas e risco de morte, e foram apresentados no congresso anual da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Madri.

Médicos da Universidade de Aberdeen podem ter encontrado um caminho promissor para tratar a cardiomiopatia de takotsubo, conhecida como síndrome do coração partido. Essa condição, que pode ser desencadeada por estresse emocional ou físico intenso, apresenta sintomas semelhantes aos de um ataque cardíaco e afeta principalmente mulheres, com uma média de idade de 66 anos.

O primeiro ensaio clínico randomizado do mundo sobre essa síndrome envolveu 76 pacientes e demonstrou que 12 semanas de terapia cognitivo-comportamental (TCC) e um programa de exercícios físicos melhoraram significativamente a recuperação cardíaca. Os participantes foram divididos em grupos que receberam TCC, um programa de exercícios ou tratamento padrão, todos sob supervisão médica.

Os resultados mostraram que os grupos que participaram da TCC e dos exercícios apresentaram um aumento na quantidade de energia disponível para o coração. A distância média percorrida em seis minutos aumentou de 402 metros para 458 metros no grupo de TCC e de 457 metros para 528 metros no grupo de exercícios. Além disso, houve um aumento no VO2 máximo, indicando uma melhora na saúde cardiovascular.

Os pesquisadores utilizaram uma técnica avançada de imagem para analisar como os corações dos pacientes estavam utilizando energia. Os dados sugerem que esses tratamentos podem oferecer benefícios a longo prazo, como a redução dos sintomas e do risco de morte para aqueles que sofrem da síndrome do coração partido. Os resultados foram apresentados no congresso anual da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Madri.

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