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Médicos pedem inclusão de canetas emagrecedoras no SUS para combater obesidade

SBEM mobiliza campanha para incluir medicamentos contra obesidade no SUS após negativa da Conitec, visando melhorar acesso e qualidade de vida

Interromper o tratamento com Ozempic pode ocasionar reganho de peso (Foto: Reprodução)
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  • A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) lançou a campanha “Tratamento da Obesidade: Acesso Já” durante o Congresso Brasileiro de Atualização em Endocrinologia e Metabologia (CBAEM 2025) em Gramado.
  • O objetivo é incluir medicamentos como liraglutida e semaglutida no Sistema Único de Saúde (SUS).
  • A campanha surge após a negativa da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que alegou custos elevados para a inclusão dos tratamentos.
  • Atualmente, 24,3% da população adulta brasileira é afetada pela obesidade, e o SUS não oferece medicamentos, apenas medidas não farmacológicas.
  • A SBEM busca mobilizar a sociedade e órgãos governamentais para garantir acesso a tratamentos eficazes e combater o estigma em torno da obesidade.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) lançou a campanha “Tratamento da Obesidade: Acesso Já” durante o Congresso Brasileiro de Atualização em Endocrinologia e Metabologia (CBAEM 2025), em Gramado. O objetivo é incluir novos medicamentos para obesidade, como liraglutida e semaglutida, no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa surge após a negativa da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que considerou os custos elevados dos tratamentos.

Atualmente, 24,3% da população adulta brasileira é afetada pela obesidade, segundo dados de 2023. O SUS não oferece medicamentos para essa condição, limitando-se a medidas não farmacológicas. A campanha da SBEM inclui petições públicas, mobilização digital e articulação com órgãos como o Ministério da Saúde e o Ministério Público Federal. O endocrinologista Clayton Macedo destaca que a inclusão de medicamentos poderia melhorar a qualidade de vida e reduzir complicações associadas à obesidade.

A Conitec rejeitou a incorporação dos medicamentos devido ao impacto orçamentário, que poderia chegar a R$ 7 bilhões em cinco anos. A SBEM, junto com outras entidades, criticou a decisão, afirmando que a população mais necessitada continua sem acesso a tratamentos eficazes. A campanha também busca combater o estigma em torno da obesidade, reconhecendo-a como uma doença crônica.

O Ministério da Saúde mencionou a expectativa de que genéricos da semaglutida cheguem ao mercado, o que pode reduzir custos e ampliar o acesso. A obesidade, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crônica, está associada a diversas condições de saúde, como diabetes e doenças cardiovasculares. A SBEM defende que o tratamento deve ser considerado um direito, assim como para outras doenças crônicas.

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