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Consumo de ultraprocessados eleva risco de doenças cardiovasculares, aponta estudo

Estudo da Harvard TH Chan School of Public Health aponta que ultraprocessados elevam em até 23% o risco de doenças cardiovasculares

O conceito de “ultraprocessados” abrange centenas de alimentos de categorias e perfis nutricionais distintos (Foto: Reprodução)
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  • Um estudo da Harvard TH Chan School of Public Health revelou que o consumo elevado de alimentos ultraprocessados pode aumentar em até 23% o risco de doenças cardiovasculares.
  • A pesquisa analisou mais de 200 mil adultos nos Estados Unidos ao longo de cerca de 30 anos.
  • Os participantes que consumiam mais ultraprocessados apresentaram 11% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares e 16% mais chances de doença coronariana.
  • Bebidas açucaradas e carnes processadas foram identificadas como os tipos mais prejudiciais.
  • A pesquisa sugere que priorizar alimentos não processados, como frutas e verduras, está associado a uma melhor saúde.

Um novo estudo da Harvard TH Chan School of Public Health revela que o consumo elevado de alimentos ultraprocessados pode aumentar em até 23% o risco de doenças cardiovasculares. A pesquisa, publicada na revista Lancet, analisou mais de 200 mil adultos nos Estados Unidos ao longo de cerca de 30 anos.

Os pesquisadores descobriram que aqueles que consumiam mais ultraprocessados apresentavam 11% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares e 16% mais chances de doença coronariana. O estudo também identificou que bebidas açucaradas e carnes processadas são os tipos mais prejudiciais. Quando esses alimentos foram excluídos da análise, o risco associado aos ultraprocessados diminuiu significativamente.

A pesquisa incluiu questionários detalhados sobre dieta, preenchidos desde a década de 1980. Apesar de suas limitações, como a falta de categorização precisa dos alimentos, o estudo é considerado um dos mais robustos sobre o tema. Os pesquisadores ressaltaram que a maioria dos participantes era branca e bem informada sobre saúde, o que pode limitar a aplicabilidade dos resultados.

Alimentos em Destaque

Entre os ultraprocessados, bebidas açucaradas e carnes processadas se destacaram como os mais nocivos. Por outro lado, alguns alimentos, como cereais matinais e iogurtes, mostraram potencial para reduzir o risco de doenças cardiovasculares. A diferença entre os alimentos “mocinhos” e “bandidos” pode estar no processamento e no conteúdo nutricional.

Os especialistas concordam que priorizar alimentos não processados, como frutas e verduras, está associado a uma melhor saúde. Carnes processadas e bebidas açucaradas devem ser evitadas, enquanto outros ultraprocessados não devem ser consumidos em excesso. A pesquisa sugere que o impacto dos ultraprocessados na saúde ainda precisa ser mais bem compreendido, especialmente em relação a aditivos que podem estar ligados a doenças como câncer e diabetes tipo 2.

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