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Limpeza cerebral durante o sono diminui risco de demência, revela estudo

Distúrbios do sono prejudicam a eliminação de toxinas no cérebro e podem aumentar o risco de demência, especialmente Alzheimer

Limpeza cerebral durante o sono pode ajudar a reduzir o risco de demência (Foto: Reprodução)
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  • O sistema glinfático do cérebro elimina toxinas e é mais ativo durante o sono.
  • A privação de sono aumenta o risco de demência, especialmente a doença de Alzheimer.
  • Distúrbios do sono, como apneia e insônia, prejudicam a eliminação de beta-amiloide, uma proteína associada à Alzheimer.
  • O tratamento da apneia melhora a eliminação de beta-amiloide, mas a relação entre o tratamento da insônia e a redução de toxinas ainda é incerta.
  • Pesquisadores estudam como melhorar a qualidade do sono pode impactar a saúde cerebral e a relação entre sono interrompido e demência.

O sistema glinfático do cérebro, responsável pela eliminação de toxinas, é mais ativo durante o sono. A privação de sono pode aumentar o risco de demência, especialmente a doença de Alzheimer. Pesquisas recentes indicam que distúrbios do sono, como apneia e insônia, prejudicam essa limpeza cerebral.

Estudos mostram que a beta-amiloide, uma proteína associada à Alzheimer, se acumula quando o sono é interrompido. Durante o sono, os níveis dessa proteína no líquido cerebrospinal diminuem, sugerindo que o sono é crucial para a eliminação de toxinas. No entanto, um estudo recente em camundongos sugere que o sistema glinfático pode ser mais ativo durante o dia, gerando debates sobre seu funcionamento em humanos.

A apneia do sono, que causa pausas na respiração, está ligada ao acúmulo de toxinas no cérebro e ao aumento do risco de demência. Após o tratamento desse distúrbio, a eliminação de beta-amiloide melhora. Por outro lado, a insônia, que dificulta o sono reparador, também está associada a um maior risco de demência, mas a relação entre seu tratamento e a redução de toxinas ainda não é clara.

Pesquisadores estão investigando como melhorar a qualidade do sono pode impactar a saúde cerebral. Estão sendo realizados estudos sobre a concentração de beta-amiloide em pessoas com apneia do sono, tanto tratadas quanto não tratadas. Além disso, investigações sobre medicamentos para insônia buscam entender sua influência na eliminação de toxinas.

A relação entre sono interrompido e demência é uma área emergente de pesquisa. A importância de um sono de qualidade para a saúde cerebral é evidente, mas ainda faltam respostas sobre como tratar distúrbios do sono pode efetivamente reduzir o risco de demência. Se houver preocupações com o sono ou a cognição, é recomendado buscar orientação médica.

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