- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou o primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI Xapori Yanomami) em Roraima no dia seis de setembro.
- O investimento foi de R$ 29 milhões e o centro atenderá cerca de 40 mil indígenas, visando melhorar a assistência à saúde.
- A nova unidade, que não recebia investimentos significativos desde mil novecentos e noventa e dois, possui mais de 1.300 metros quadrados e capacidade para acolher 120 pacientes.
- Desde o início do governo Lula, o número de profissionais de saúde no território Yanomami aumentou em 169%, passando de sete para mais de 30 polos de atendimento.
- Dados indicam uma redução de 33% nos óbitos no território Yanomami em dois anos, com quedas significativas em causas evitáveis e doenças respiratórias.
Neste sábado (6), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou o primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI Xapori Yanomami) no Brasil, em Roraima. Com um investimento de R$ 29 milhões, a unidade tem como objetivo atender cerca de 40 mil indígenas e melhorar a assistência à saúde, especialmente em um contexto de grave crise sanitária enfrentada pelo povo Yanomami.
A nova estrutura, que não recebia investimentos significativos desde 1992, foi projetada para modernizar a saúde no Território Yanomami. Padilha destacou que o centro trará equipamentos modernos e melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde. O projeto é fruto de um Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério da Saúde e outras organizações, incluindo a Central Única das Favelas (Cufa).
Estrutura e Funcionamento
O CRSI possui mais de 1.300 m² e capacidade para acolher 120 pacientes. A unidade conta com três blocos principais: alojamento para profissionais, área de atendimentos e refeitório. Os serviços incluem exames laboratoriais, raio-x, ultrassonografia e suporte para emergências. Weibe Tapeba, secretário de Saúde Indígena, ressaltou que a presença do centro aumentará a resolutividade no atendimento.
Desde o início do governo Lula, o número de profissionais de saúde no território Yanomami cresceu 169%, passando de sete polos com profissionais para mais de 30 polos. Essa ampliação é parte de um esforço para combater a crise sanitária que afetou a população indígena.
Resultados e Impacto
Dados preliminares indicam uma redução de 33% nos óbitos no território Yanomami em dois anos. Para causas evitáveis, a queda chega a 85%. A mortalidade por doenças respiratórias caiu 45%, e a por malária, 65%. O aumento no número de atendimentos e a presença de profissionais de saúde são fatores que contribuíram para esses resultados.
O investimento total em saúde indígena desde o início da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) soma cerca de R$ 256 milhões, refletindo um compromisso do governo em melhorar a assistência e infraestrutura para os povos indígenas.
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