- A Polícia Civil de São Paulo modernizou suas técnicas de identificação de suspeitos com o uso de inteligência artificial no Laboratório de Arte Forense.
- A demanda por retratos falados aumentou após o homicídio da estudante Bruna Oliveira.
- O laboratório, criado há cerca de dez anos, agora produz retratos referenciados a partir de imagens com características dos suspeitos.
- O artista forense Sidney Barbosa destacou que a tecnologia atual permite maior precisão na criação dos retratos.
- O laboratório também realiza reconstituições faciais e progressões de idade de desaparecidos, buscando sempre aprimorar suas técnicas.
A Polícia Civil de São Paulo modernizou suas técnicas de identificação de suspeitos com o uso de inteligência artificial no Laboratório de Arte Forense. Essa inovação surge em um contexto onde o uso de câmeras de segurança se tornou comum, especialmente em crimes como furtos e roubos. A demanda por retratos falados aumentou significativamente após casos de destaque, como o homicídio da estudante Bruna Oliveira.
Criado há cerca de dez anos, o laboratório agora produz retratos referenciados, que são elaborados a partir de imagens que mostram características básicas dos suspeitos. O artista forense Sidney Barbosa, que atua na área há mais de três décadas, destaca que a tecnologia atual permite uma maior precisão na criação desses retratos. Antes, o laboratório realizava até 40 retratos falados por mês, mas esse número caiu para um quarto com a introdução do reconhecimento facial.
Recentemente, o laboratório foi crucial na investigação do assassinato de Bruna Oliveira, encontrada morta em abril. A polícia utilizou um frame de vídeo de baixa qualidade para criar um retrato do suspeito, que levou à identificação de Esteliano Madureira, apontado como o autor do crime. O aumento na procura pelos serviços do laboratório após esse caso levou à classificação específica dos retratos referenciados para melhor acompanhamento.
O trabalho do laboratório não se limita a homicídios; ele também colabora com outros estados e investigações diversas. Barbosa enfatiza a importância de ouvir vítimas e testemunhas para coletar informações precisas, embora o processo seja desafiador devido ao impacto emocional do crime. A evolução das ferramentas, como mesas digitalizadoras e softwares de edição, tem facilitado a produção, mas a sensibilidade humana continua sendo essencial para a qualidade do trabalho.
Além de retratos falados, o laboratório realiza reconstituições faciais e progressões de idade de desaparecidos. A equipe, composta atualmente por Barbosa e Thiago Souza, busca constantemente aprimorar suas técnicas, incluindo a aquisição de um scanner 3D para facilitar as reconstituições. A combinação de tecnologia e experiência humana é fundamental para o sucesso das investigações.
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