- O Ministério da Saúde e o Ministério da Justiça realizaram um webinário sobre a qualificação dos registros de óbitos por causas externas no dia quatro de setembro.
- O evento teve mais de setecentos acessos simultâneos e discutiu a importância de melhorar a coleta e análise de dados sobre mortes.
- Especialistas de diversas áreas apresentaram estratégias e desafios relacionados a acidentes e violências.
- Dácio Rabello, coordenador-geral de Informações e Análises Epidemiológicas, ressaltou a necessidade de registros qualificados para orientar ações intersetoriais.
- O webinário contou com a participação de representantes internacionais e abordou temas como vigilância epidemiológica e atuação de Núcleos Hospitalares de Epidemiologia.
Para aprimorar a coleta e análise de dados sobre mortes por causas externas, o Ministério da Saúde (MS) e o Ministério da Justiça promoveram, nesta quinta-feira (4), o webinário “Qualificação dos Registros de Mortes por Causas Externas: um Desafio Intersetorial”. O evento, que alcançou mais de 700 acessos simultâneos, teve como objetivo discutir a importância da qualificação dos registros de óbitos.
O webinário, organizado pela Coordenação de Estatísticas Vitais e Morbidades, foi um desdobramento do Acordo de Cooperação Técnica com a Secretaria Nacional de Segurança Pública. Especialistas de diversas áreas compartilharam estratégias e desafios para melhorar a qualidade das informações sobre mortes por causas externas, que incluem acidentes e violências.
Dácio Rabello, coordenador-geral de Informações e Análises Epidemiológicas da SVSA, destacou que a qualificação dos registros é fundamental para orientar ações intersetoriais. Ele mencionou iniciativas do MS, como protocolos desenvolvidos a partir de experiências bem-sucedidas em estados e municípios. Rabello também apresentou um glossário de termos utilizados na Justiça e Segurança Pública, adaptados para a área da Saúde.
Palestras e Contribuições
O evento contou com palestras de especialistas renomados, como Beatriz Marques Figueiredo, perita criminal da SENASP, que discutiu os desafios dos Institutos Médicos Legais. Maria Helena de Melo Jorge, da USP, abordou a qualidade dos dados sobre mortes por causas externas, enquanto Daniel Cerqueira, do IPEA, apresentou o “Atlas da Violência”.
Representantes internacionais, como Juan José Cortez-Escalante, da OPAS/OMS, também participaram, compartilhando experiências sobre investigação médico-legal. O webinário foi mediado por Andréa Lobo, do MS, e Maria de Fátima Marinho, da USP, e incluiu discussões sobre a vigilância epidemiológica e a atuação de Núcleos Hospitalares de Epidemiologia na qualificação dos registros de óbitos.
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