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Grávidas que realizam tomografia computadorizada enfrentam riscos elevados, aponta estudo

Estudo revela que tomografias computadorizadas antes da gravidez aumentam risco de perda gestacional e defeitos congênitos em gravidezes subsequentes

Estudo revela aumento nas chances de perda gestacional em mulheres que realizaram tomografias antes da gravidez, com variações de 8% a 19% dependendo do número de exames (Foto: Reprodução)
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  • Um estudo canadense indica que mulheres que realizaram tomografias computadorizadas (TC) antes da gravidez têm um risco maior de perda gestacional e defeitos congênitos em gravidezes subsequentes.
  • A pesquisa, liderada por Camille Simard, analisou mais de cinco milhões de gravidezes em Ontário entre 1992 e 2023.
  • Das gravidezes analisadas, cerca de 687 mil foram de mulheres que se submeteram a tomografias um mês ou mais antes da concepção.
  • O risco de perda gestacional aumentou em 8% para uma TC, 14% para duas e 19% para três ou mais. A taxa de perda gestacional foi de 117 por mil para mulheres que fizeram TC, em comparação a 101 por mil para aquelas sem histórico.
  • As tomografias que envolveram abdômen, pelve e parte inferior da coluna apresentaram riscos mais elevados.

Mulheres que realizaram tomografias computadorizadas (TC) antes da gravidez apresentam um risco ligeiramente maior de perda gestacional e defeitos congênitos em gravidezes subsequentes, segundo um estudo canadense. A pesquisa, conduzida por Camille Simard, do Hospital Geral Judaico em Montreal, analisou mais de 5,1 milhões de gravidezes em Ontário entre 1992 e 2023.

O estudo revelou que 687.692 gravidezes foram de mulheres que se submeteram a tomografias um mês ou mais antes da concepção. Após ajustes para fatores de risco, as chances de perda gestacional aumentaram em 8% para aquelas que fizeram uma TC, 14% para duas e 19% para três ou mais. A taxa de perda gestacional foi de 117 por 1.000 gravidezes para mulheres que realizaram uma TC, comparada a 101 por 1.000 para aquelas sem histórico de tomografia.

Efeitos da Radiação

Os pesquisadores observaram que o risco de perda gestacional aumentou conforme a proximidade da tomografia em relação à concepção. As taxas de defeitos congênitos também mostraram um padrão semelhante: 62 por 1.000 em bebês de mães sem tomografia anterior, 84 com uma TC, 96 com duas e 105 após três ou mais exames. As tomografias que envolveram abdômen, pelve e parte inferior da coluna apresentaram riscos mais elevados.

Embora o estudo não prove a causalidade entre tomografias e complicações na gravidez, os pesquisadores alertam que folículos que protegem os óvulos podem ser vulneráveis à radiação ionizante. Isso pode resultar em mutações genéticas que afetam a fertilização.

Recomendações para Médicos

Seth Hardy, da Penn State Health, destacou a importância das descobertas, ressaltando que mais de um terço dos exames de diagnóstico podem ser desnecessários. Camille Simard recomenda que os médicos sigam critérios de adequação ao decidir entre TC, ultrassom e ressonância magnética, enfatizando a necessidade de comunicação clara com os pacientes sobre as opções de imagem.

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